Puxa. Estou muito feliz pelo meu filho Ricardo ter colocado no seu blog alguns versos meus. Também feliz pelos comentários de todos vocês. "Momentos de um menino de sítio" procura mostrar momentos da minha infância em zona rural. Acho que todas as pessoas têm algo a contar sobre sua infância. Principalmente as coisas boas. Na infância mesmo lugares desprovidos de beleza, é bonito para quem viveu nestes lugares. Tomo a liberdade de escrever aqui 2 poemas, que reflete esta coisa da beleza da região, casa, ou escola da infância e que coloquei como introdução de Momentos de um menino de sítio:
É a história, o passado impregnado na memória, que volta freqüente, saudosa, por vezes melancolicamente ao tempo presente. José Alves
De Fernando Pessoa: O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia. Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia. Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
Momentos...tem 36 poesias. Na verdade 36 relatos rimados. Isto porque críticos de poesia defendem o uso de metáforas nas poesias, coisa rara nos meus relatos. Menciono a seguir um destes 36 relatos rimados. Um momento que retrata a visão do céu de eu menino na garupa do cavalo de meu pai a caminho da cidade. Uma visão do planeta Venus (ou Estrela Dalva ou Estrela da Manhã) como é popularmente conhecido. É a “estrela” mais brilhante do céu. Só é vencida pelo sol (bola quente) e pela Lua.
ESTRELA DA MANHÃ Na alta madrugada, aquele homem acordava, o cavalo arriava, cuidadosamente a barrigueira apertava. Com muito chão pra cavalgar, Colocava café e água no bornal, Pra no caminho o sono espantar E a sede saciar.
Com o menino na garupa, todo sonolento, aguardando aquele momento, cheio de felicidade pela oportunidade de passear com o pai na cidade.
As coisas não iam bem na colheita nem no pequeno armazém. Pensativo, a viagem seria de pouca prosa, por demais silenciosa. Restava contemplar o que lá no céu se passava.
No escuro ele partia, pros lados daquela estrela guia.
Ela subia com a soberania das rainhas. ofuscando suas vizinhas.
Distantes nos horizontes, Arcos luminosos se viam. Birigui, Coroados, Glicério, Penápolis, a léguas luziam.
Lá em cima a Dalva reinava. Venus, tamanho esplendor. Anunciadora das chegadas das noites e das vindas dos dias. Orientadora dos tropeiros, inspiração dos violeiros. Despertava os sonhos do menino que o mundo aos poucos ia descobrindo.
E de repente subia no horizonte profundo a claridade daquela bola quente. Impiedosa, devagar a estrela apagava. E com a pouca luz que restava, ela ainda lutava.
Em sua agonia, Não resistia.
Mas renascia, linda, no outro dia. Zé Alves, pai do Ricardo Alves
Adorei!!!! Boa a presença do senhor por aqui... Gosto muito de poesia, e as que contam um pouca da gente são encantadoras... especialmente quando falam da nossa infância... Parabéns e felicidades. Fiquei maravilhada...
Que bellos momentos representando en letras por el artísta que dibujo esos lugares y sensaciones vividas. Amigo Ricardo tengo un blog de poemas más acorde con tu sitio, te dejo el enlace por si gustas dar una vuelta y leer mis escritos. Gracias.
Isso me parece bem familiar,eu sempre fiz isso com papai sentar e perguntar sobre como tudo um dia aconteceu, e ele com toda a calma do mundo explicava e revivia aqueles momentos, coisa que eu fazia muitas vezes ao perceber algumas preocupações em seu olhar,ao perceber eu fazia ele voltar no tempo e ver como tudo foi perfeito mas um pouco mais dificil. A menina do Catecismo um romance, trem aventura, avião conhecimento... Muito bem realmente tudo tem seus motivos de acontecer!Bjus da Dri
Olá! Muito interessante teu blog e diferente dos demais. Gostei e prometo que volto mais vezes. Vou seguir!!! Um abraço cheio de carinho e um ótimo fim de semana pra ti!!!
Lindo demais... Parabéns para seu pai!
ResponderExcluirDevia publicar mesmo.. Muito bom, mesmo na simplicidade poética, como ele comenta, eu amei!!!!
Todo sonho é possível ... só precisa de um empurrãozinho ...
ResponderExcluirParabéns para a família ... a propósito, meu nome do meio é Alves ... hehe
Beijos
Puxa. Estou muito feliz pelo meu filho Ricardo ter colocado no seu blog alguns versos meus. Também feliz pelos comentários de todos vocês. "Momentos de um menino de sítio" procura mostrar momentos da minha infância em zona rural. Acho que todas as pessoas têm algo a contar sobre sua infância. Principalmente as coisas boas. Na infância mesmo lugares desprovidos de beleza, é bonito para quem viveu nestes lugares. Tomo a liberdade de escrever aqui 2 poemas, que reflete esta coisa da beleza da região, casa, ou escola da infância e que coloquei como introdução de Momentos de um menino de sítio:
ExcluirÉ a história,
o passado impregnado na memória,
que volta freqüente,
saudosa,
por vezes melancolicamente
ao tempo presente.
José Alves
De Fernando Pessoa:
O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia.
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia.
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
Momentos...tem 36 poesias. Na verdade 36 relatos rimados. Isto porque críticos de poesia defendem o uso de metáforas nas poesias, coisa rara nos meus relatos.
Menciono a seguir um destes 36 relatos rimados. Um momento que retrata a visão do céu de eu menino na garupa do cavalo de meu pai a caminho da cidade. Uma visão do planeta Venus (ou Estrela Dalva ou Estrela da Manhã) como é popularmente conhecido. É a “estrela”
mais brilhante do céu. Só é vencida pelo sol (bola quente) e pela Lua.
ESTRELA DA MANHÃ
Na alta madrugada,
aquele homem acordava,
o cavalo arriava,
cuidadosamente a barrigueira apertava.
Com muito chão pra cavalgar,
Colocava café e água no bornal,
Pra no caminho o sono espantar
E a sede saciar.
Com o menino na garupa,
todo sonolento,
aguardando aquele momento,
cheio de felicidade
pela oportunidade
de passear com o pai na cidade.
As coisas não iam bem
na colheita nem no pequeno armazém.
Pensativo, a viagem seria de pouca prosa,
por demais silenciosa.
Restava contemplar
o que lá no céu se passava.
No escuro ele partia,
pros lados daquela estrela guia.
Ela subia com a soberania das rainhas.
ofuscando suas vizinhas.
Distantes nos horizontes,
Arcos luminosos se viam.
Birigui, Coroados, Glicério, Penápolis,
a léguas luziam.
Lá em cima a Dalva reinava.
Venus, tamanho esplendor.
Anunciadora das chegadas das noites e das vindas dos dias.
Orientadora dos tropeiros,
inspiração dos violeiros.
Despertava os sonhos do menino
que o mundo aos poucos ia descobrindo.
E de repente
subia no horizonte profundo
a claridade daquela bola quente.
Impiedosa, devagar a estrela apagava.
E com a pouca luz que restava,
ela ainda lutava.
Em sua agonia,
Não resistia.
Mas renascia,
linda,
no outro dia.
Zé Alves, pai do Ricardo Alves
Adorei!!!! Boa a presença do senhor por aqui...
ExcluirGosto muito de poesia, e as que contam um pouca da gente são encantadoras... especialmente quando falam da nossa infância...
Parabéns e felicidades.
Fiquei maravilhada...
Beijo carinhoso.
Ricardo, belo trabalho do teu pai...bela iniciativa tua de publicá-lo. Ótimo post, parabéns!
ResponderExcluirQue bellos momentos representando en letras por el artísta que dibujo esos lugares y sensaciones vividas.
ResponderExcluirAmigo Ricardo tengo un blog de poemas más acorde con tu sitio, te dejo el enlace por si gustas dar una vuelta y leer mis escritos. Gracias.
Un fuerte abrazo y feliz semana.
http://poemasrosana.blogspot.com
Isso me parece bem familiar,eu sempre fiz isso com papai sentar e perguntar sobre como tudo um dia aconteceu, e ele com toda a calma do mundo explicava e revivia aqueles momentos, coisa que eu fazia muitas vezes ao perceber algumas preocupações em seu olhar,ao perceber eu fazia ele voltar no tempo e ver como tudo foi perfeito mas um pouco mais dificil.
ResponderExcluirA menina do Catecismo um romance, trem aventura, avião conhecimento...
Muito bem realmente tudo tem seus motivos de acontecer!Bjus da Dri
Ola Ricardo.
ResponderExcluirImensa alegria. Esta e uma grande satisfacao, parabens para tu Pai!
Um grande abraco desde um frio e chuvoso Buenos Aires.
Apaixonante... ah... vou voltar para ler e reler... uma graça!
ResponderExcluirBeijo carinhoso.
Estou encantada com sua postagem
ResponderExcluirlinda homenagem ogo se ve a grandeza do seu coração.
Linda semana beijos.
Evanir.
Felicidades por este hermoso y exquisito libro, me encanta. Saludos.
ResponderExcluirHola Ricardo, felicidades por tu trabajo, gran sensibilidad.
ResponderExcluirUn Saludo.
Boa tarde querido Ricardo
ResponderExcluirQue sonho mais lindo seu pai teve...
E que prazeroso realizar um sonho assim...
Beijos
Ani
Ricardo, this is a such beautiful work of your father. This is an amazing tribute to him.
ResponderExcluirMy father was the most close friend for me. He was idealist, a big dreamer and a very talented person.
That was a joy to learn about your father, Ricardo.
Hugs from Kaya.
poesia é poesia, simples direta artística, comunica. Parabens ao pai
ResponderExcluirMuito bom,de uma sensibilidade imensa!!!
ResponderExcluirFelicitaciones a ti y a tu padre por la publicación de ese libro anhelado.
ResponderExcluirUn abrazo
No trem das sete fui longe....
ResponderExcluirMuito bom!
bjsss meusss
Catita
OBS.: o quadro de seguidores está muito escondido e desvalorizado!! rsrs quase não consegui encontrá-lo.... (sugestão)
ResponderExcluirbjs meus
Olá! Muito interessante teu blog e diferente dos demais. Gostei e prometo que volto mais vezes. Vou seguir!!! Um abraço cheio de carinho e um ótimo fim de semana pra ti!!!
ResponderExcluirTalento herdado, hein?? Vim purificar a alma e devolver a bitoca. Ameeei, rs!!
ResponderExcluirOutra bitoca pr'oce!!!
De linda sensibilidade.
ResponderExcluirParabéns!
Beijos!