23 de jan de 2015

ENSAIO: PINCELADA MUSICAL

meu primeiro ensaio e postagem para o blog parceiro http://penseforadacaixa.com/  em agosto de 2013



Beethoven e Arnold Schoenberg, cada um em sua respectiva época, passaram por momentos semelhantes: depois de iniciarem suas carreiras respeitando os modelos musicais vigentes, partiram para uma jornada de implosão e explosão. E trazendo novidades inquietantes.
As primeiras obras de Beethoven, podem ser facilmente confundidas com a de algum grande expoente do período clássico, a exemplo de Haydn e Mozart. É verdade que nelas já existiam pequenos detalhes que fariam do compositor um inovador. Mas são suas obras tardias, como a nona sinfonia, as sonatas para piano e principalmente os últimos quartetos para cordas, que avançam e saltam no tempo. Parece que ele ignora todo o nascente período romântico do século XIX e finca bandeira no começo do século XX , tamanha é sua alucinação visionária. É como se ele estivesse dando um “hello” a Schoenberg que ainda nem havia nascido na época de suas últimas obras. Beethoven não é clássico e nem romântico, é atemporal e soube levar a música tonal a seus limites. Com sua morte, ficamos a nos deslumbrar com os românticos Mahler, Brahms, Chopin entre tantos outros deste período.
Mas nasce Schoenberg. E como Beethoven, surge bem engajado em seu momento musical, o romantismo tardio. Momento este que já apresentava muitas “notas estranhas e discordantes”.
Para entender a quebradeira que Schoenberg propôs, recorro a uma visão e comparação: imagine que a escala de Mi Menor seja um reinado. O rei “Mi”costuma a todo segundo sair de seu castelo e visitar seu vasto império “Menor” mas mantém sua segurança sempre retornando ao castelo. Assim funciona o sistema tonal, por mais que o compositor enrole e crie tensões, sentimos que a música irá descansar em seu centro tonal. Já o mundo maduro de Schoenberg é diferente: não há reis, castelos ou impérios...apenas plebeus igualitários eternamente circulando por subúrbios, florestas escuras e tenebrosas. E sem retorno pois não houve uma partida! Nascia então o sistema atonal e dodecafônico.
É bonito, é gostoso de se ouvir? Alguém agüenta ouvir duas vezes Pierrot Lunaire, sua obra mais famosa? Minha resposta para todas é não! Todo o pensamento revolucionário de Schoenberg no começo do século XX é como uma masturbação mental, um porre. Mas está de acordo com as tribulações do mundo moderno e suas desilusões.
Os dois músicos marcaram a música erudita de tal forma que hoje em dia sobrou pouco espaço para inovações. Talvez a maior novidade de nosso tempo tenha sido a alquimia dos eruditos com as imagens encontradas no cinema.




20 de jan de 2015

ENSAIO INSPIRADO POR: MATRIX RELOADED

Não desejo filosofar sobre o filme e se você não assistiu, não tem problema.  Apenas peguei uma conversa entre a Oráculo e Neo, que ocorre numa praça, e desenvolvi o tema. Em certo momento ela diz algo assim: “existem programas criadores e que sustentam a Vida das árvores e de todas as coisas que estão aqui no planeta (Matrix).
E esta é uma maneira legal de compreender, por analogia, um pouco sobre a Vida.
Seguindo este raciocínio, tanto uma árvore, quanto uma zebra ou uma rocha são o resultado de programas criadores que não estão aqui em nosso mundo visível e atômico. E para estarem, tais programas criam então novos softwares, novos programas que possuem um pouco da essência original do programa criador e que são mais adaptados ao nosso ambiente.
Com isso, os programas criadores lançam no planeta uma enxurrada de softwares muito similares, como por exemplo, todas as zebras que aqui habitam. A todo momento, o programa original é alimentado com dados de cada um da espécie. Quando uma zebra morre, finalmente o programa criador computa as informações obtidas daquela criação específica e no nascimento de outra zebra, o software é atualizado em termos que chamamos de Evolução! Os softwares que estão no reino animal são mais rápidos em resposta do que os que pertencem ao reino vegetal e mineral e por isso podemos observar com maior nitidez os avanços deste reino. Cachorros domesticados (por exemplo) estão em profunda mudança em sua essência e plataforma, pois estão em contato direto com algo diferente: o ser humano.
E somos diferentes porque o programa criador e o programa criado (nosso corpo físico) estão em foco consciente aqui mesmo no mundo atômico. Esotericamente, chamamos isso de: o despertar da consciência. Não há necessidade de enviar dados para lugar invisível algum, podemos acessar a Fonte Criadora imediatamente para tudo o que desejamos criar ou experimentar. É como se somente em nós houvesse a fusão do criador com a criatura.
Mas uma coisa é certa: a despeito de toda essa analogia, poucos de nós, as “criaturas criadas”, lembram-se dessa conexão e poder. Você pode (sem depender de eventos ou circunstâncias) criar seu próprio universo de programas através de seus pensamentos-sentimentos. E alimentá-los com sua essência criadora para que também ganhem Vida em sua experiência diária.
Fale mais com o programa criador, pois você é Ele. Procure o bem-estar, procure a facilidade que você mesmo desejou um dia antes de se fundir com a criatura. Como dito no post anterior, alinhe-se com a Fonte de Energia que você É.



19 de jan de 2015

PENSAMENTO E IMAGEM


Olá amigos! Estou retornando aos poucos e desejo a todos um ano cheio de milagres e permissões.

"Quando você está sentindo o desconforto por ver outras pessoas numa situação de escassez, ou de necessidade, e decide ajudá-las a partir de seu estado de desconforto, nenhum valor duradouro ocorre, por duas razões importantes: primeiro, você não está em alinhamento com a Energia de sua Fonte e, assim, você não tem nenhum valor real a dar; e, segundo, sua atenção à necessidade delas apenas amplia a necessidade delas.
É claro, é maravilhoso ajudar os outros, mas você tem que fazer isso a partir de sua posição de força e alinhamento, o que significa que você tem que estar em alinhamento com o sucesso delas quando você oferece assistência, e não em alinhamento com o problema delas.
Quando sua consciência a respeito da situação delas lhe faz se sentir desconfortável e você oferece ajuda para que elas se sintam melhores e para você mesmo se sentir melhor, você não está no Vórtice e não está ajudando. Quando você sente uma avidez inspirada para oferecer algo porque você quer participar da felicidade delas, do processo bem sucedido, sua atenção ao sucesso delas se harmoniza com o ponto de vista da Fonte; e os recursos infinitos do Universo estão à sua disposição. E isso ajuda."
Abraham