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5 de out. de 2012

BOHR & HEISENBERG

"A característica mais importante da visão oriental do mundo - poder-se-ia mesmo dizer, a essência dessa visão - é a consciência da unidade e da inter-relação de todas as coisas e eventos, a experiência de todos os fenômenos do mundo como manifestações de uma unidade básica. Todas as coisas são encaradas como partes interdependentes e inseparáveis do todo cósmico; em outras palavras, como manifestações diversas da mesma realidade última."


Se tem dois caras que merecem fama e atenção, igual a que Einstein possue, eles são Niels Bohr e Werner Heisenberg!
Suas experiências, teorias e reflexões formam um complexa teia de pensamentos que nos trazem a esperança de um dia ocorrer a fusão entre Ciência e Espiritualidade. Estas duas não são coisas distintas, são uma unidade em andamento...
Do Princípio da Incerteza à Interpretação de Copenhague, estes cientistas revelaram o quão pouco ainda sabemos sobre nós e o universo, e todo o paradoxo que envolve o macrocosmos e o microcosmos.
E nestas poucas palavras imprecisas que desenvolvo, fica aqui o testemunho do que eles averiguaram no começo do século XX:
Somos feitos de ossos, músculos, sangue e muito mais...porém tudo isto feito de átomos, que unidos se transformam em moléculas e grandes compostos. Somos infinitos átomos, operando em perfeito equilíbrio e respeitando toda a mecânica clássica de Isaac Newton - de suas 3 leis,da óptica,gravidade,etc...- tudo o que fazemos pode ser explicado pela mecânica clássica!
Agora penetremos neste mundo de partículas que nos compõe.
Bohr e Heisenberg observaram que ao isolar uma subpartícula atômica, a exemplo de um elétron, toda a física clássica é derrubada e todos os cálculos matemáticos e precisões se encerram.
É como se nossos "blocos construtivos' se tornassem abstrações, fantasmas arredios! E não concluam que isto se deve a erros humanos ou procedimentos imaturos. Não!!!
Para se observar uma partícula subatômica é necessário que se prepare um ambiente, tipo um acelerador de partículas, e um lugar aonde irá ser medido nosso ilustre personagem. Quando o digníssimo chega no lugar aonde deve estar(pela mecânica clássica), ele não é encontrado!? Existe uma probabilidade dele estar lá, mas ele pode estar em trilhões de outros pontos.
Mas ok, digamos que seja possível estabelecer o ponto aonde iremos encontrar a subpartícula. Sendo assim não conseguiremos descobrir sua velocidade e massa. Se a situação se inverter, não descobriremos sua posição?!
Estranho, doido???
Pode até ser, pode ser que eu esteja louco de perder meu tempo filosofando sobre isto, mas a ciência me anima a ser mais espiritualista.
Está claro que falta muita coisa para pacificarmos nossas mentes e chegarmos num ponto de esclarecimento.Não dá pra isolar uma parte conectante do todo!!! Isto fere a Unidade.
Olha,para mim existem universos paralelos, existem vidas não atômicas e muito mais. Penso que se a ciência apresenta paradoxos tão evidentes, então devo acreditar mais em mim!
...a Teoria das Cordas é outro pensamento científico e filosófico relevante mas fica pra próxima...


"No nível atômico, então, os objetos materiais sólidos da Física clássica dissolvem-se em padrões de probabilidades, e esses padrões não representam probabilidades de coisas mas,sim,probabilidades de interconexões. A teoria quântica força-nos a encarar o universo não sob a forma de uma coleção de objetos físicos mas, em vez disso, sob a forma de uma complexa teia de relações entre as diferentes partes de um todo unificado."


ensaio e texto baseado no livro de Fritjof Capra / O TAO DA FÍSICA

17 de jul. de 2012

RÁPIDA REFLEXÃO SOBRE O BÓSON DE HIGGS

The Economist Newspaper:
"A descoberta dá os retoques finais no Modelo-Padrão,a melhor explicação dada até hoje para o funcionamento do universo,exceto no campo da gravidade,que é governado pela teoria geral da relatividade.O modelo inclue 17 partículas.Dessas,12 são férmions,como os quarks(que se fundem aos nêutrons e prótons nos núcleos atômicos)e elétrons(que giram em torno do núcleo).Eles formam a matéria.Outras 4 partículas,conhecidas como bósons de calibre(gauge),transmitem forças e assim permitem que os férmions interajam: os fótons transmitem eletromagnetismo,que mantém os elétrons em órbita ao redor dos átomos.Os glúons ligam os quarks aos prótons e nêutrons através da força nuclear forte.Os bósons W e  
Z carregam a força nuclear fraca.
Depois há o Higgs.
Os físicos não definem se ele transmite força,mas dizem que dá massa às outras partículas" 

Falo sobre este assunto por que já postei algumas matérias e ensaio, e agora com a suposta descoberta deste bóson, talvez seja o caso de recapitular meus pensamentos.
Longe de uma erudição científica, mantenho minha opinião e tese:
Esta descoberta continua a deixar a ciência repleta de mistérios e teorias. A gravidade e uma união entre microcosmos e macrocosmos mantem-se em aberto. Só a teoria das cordas pode fazer este link...mas ela continua no campo das probabilidades e os avanços conquistados ainda deixam cientistas em dúvidas pertinentes.
Com o bóson de higgs podemos admitir a materialidade das coisas neste vasto universo físico. Trata-se de uma explicação lógica!
Mas como espiritualista, que busca uma visão científica mais ampla, devo acrescentar:
a ciência percorre o caminho que vai da fisicalidade rumo ao inexplicável, talvez espiritual...ela entende que para um elétron, próton e nêutron se manterem em união, fótons e glúons passam a existir, são meio que criados por estas partículas...
Minha óptica é contrária!
Fótons, glúons(e tákions) já existiam mesmo antes do big bang.São eles que interagem, como forças de outra dimensão, para que através delas, possa nascer o universo físico e tudo oque chamamos de matéria e elementos químicos. É assim que vejo outras dimensões, outros campos perceptivos...eles estão aqui e agora ocupando oque chamamos de espaço-tempo! Apenas não entramos em contato com eles por que nossa "antena perceptiva", enquanto humanos, não permite.
Sendo assim, fica minha admiração e respeito pelos avanços científicos, mas a descoberta do bóson de higgs não muda em nada um pensamento e exercício mais espiritualista, apenas contribui e deve ser encarado como expressão de uma humanidade que se distanciou de suas mais profundas verdades.

26 de mar. de 2012

ENSAIO: "O AJUSTADOR DO PENSAMENTO"

Pessoas do meu estilo estão sempre em busca da perfeita e clara compreensão de como ciência e espiritualidade funcionam.Para mim chega a ser frustrante tal empenho, afinal parece que quanto mais estudo menos sei! Seria bem mais fácil e eficiente ser movido apenas pelo raio do Amor... pessoas deste tipo não precisam da sabedoria minunciosa, apenas São. E são também os verdadeiros trabalhadores da luz, pois conseguem irradiar a paz e a alegria aos irmãos humanos inquietos como eu.
Ajustador do Pensamento??? Com sinceridade: não faço a menor idéia do que seja!
Tento aqui algumas palavras que  apenas contribuem de uma maneira humilde, singela e imprecisa,longe da erudição tanto desejada pelos amantes da Sabedoria...


Logo de cara surge uma confusão: alma, espírito, presença eu sou, chama trina, ajustador do pensamento, átomo permanente se confundem e fica difícil separar a função de cada um (isto se estes nomes realmente forem coisas distintas).
Para mim o assunto começa no questionamento de que enquanto alma ou espírito "encarnado"na estrutura atômica, somos na verdade filhos de quem? Quem cria o espírito?
Somos filhos dos primeiros e grandes "crias" do mistério maior,do Infinito Consciente! Nós como espírito somos então uma fragmentação, uma porção completa dos grandes seres criacionais e que existem em campos perceptivos muito além de nossa imaginação tridimensional... somos estelares.
Até ai ok, afinal se uma única célula humana possui tudo oque é necessário para um novo corpo físico existir, então podemos deduzir que nas altas esferas, a existência de "filhos do Eterno" também tenha sua reciprocidade e codificação.
Não me canso de dizer: a experiência na qual estamos metidos aqui na Terra, através dos átomos, é a fronteira mais densa e reduzida a ser experimentada. Tenham a certeza que existem universos aonde a velocidade da luz é batida em escala gigantesca! Somos então filhos gerados por pais altamente potenciais, à imagem do Criador...E nossa decisão de sair da condição de espírito e se mesclar a uma estrutura física aqui no planeta, fez a gente conhecer uma divisão de poderes: o pensamento e o sentimento se tornaram "camadas"da totalidade...o todo, o uno se fragmentou! Pensamento e sentimento são corpos acoplados ao corpo físico.
Mas na eterna simetria e amor Incondicional, o próprio mistério maior, o inconcebível também se faz presente em nós, não na forma do filho mas na condição primeira. E aí surge o Ajustador do Pensamento!
Arrisco a dizer que o Ajustador é uma entidade quântica e takiônica, um "Ultimaton"(como rodrigo romo chama), uma partícula extremamente consciente. É a própria essência criadora e criativa.
Sendo assim, somos um espírito encarnado e que possui um aliado maior, que vive em nós em toda a nossa carreira terrestre e tem a função de qualificar nossos pensamentos com a expressão misteriosa do Pai. Trata-se de um conselheiro que se bem ouvido, leva o ser humano de volta para sua tendência amorosa e espiritualista. Coisa difícil de acontecer afinal tudo por aqui parece nos distrair a tal ponto que os pensamentos nunca estão ancorados no Presente.
"Too many mind" é nossa rotina diária. O desejo pela materialidade dificulta a ação deste conselheiro!
O conceito sobre o Ajustador do Pensamento chega a ser lírico. É bonito e reconfortante saber que em nossa aventura pelos mundos tridimensionais, estamos acompanhados por  aquilo que não entendemos e nem sentimos. Mas o ajustador é um trabalhador incansável e chega uma hora, quando nos acalmamos, quando deixamos de lado a irracionalidade criada por aqui, que ele pode nos falar e aí sim juntos, caminhamos para a Ascensão e a finalidade do Filho começa a ganhar sentido: o de retornar ao Pai.


2 de mar. de 2012

ENSAIO: "OCEANO DE HIGGS"

Voltemos a 13,7 bilhões de anos, no suposto Big Bang e início do universo físico!
A velocidade da luz era a ordem imperativa para tudo oque chamamos de partículas e sub-partículas. Oque interessa deste momento é que os termos "massa" e "peso" ainda não existiam. A união de partículas, para a formação de um corpo tipo o nosso, não era possível. Tudo se movia isoladamente e na velocidade da luz e sendo assim tudo era pura energia.
Mas como nos tornamos matéria, aquilo que possue massa e peso? Não sabemos!
Peter Higgs teorizou o hoje chamado oceano de higgs, um tecido cósmico que se formou logo após o Big Bang e que cumpre uma única função hipotética: reduzir a velocidade da luz de tudo oque existia...menos do fóton, que continua livre perambulando pelo universo, aguardando seu melhor entendimento.
Oque se intui, é que a partícula desconhecida, a "Partícula de Deus", em quantidades infinitas no começo do universo, se uniu para a formação deste tecido cósmico invisível e este trouxe resistência a todos os quarks, transformando-os em elementos químicos e passíveis de relacionamentos. Quero dizer que uma partícula só ganha materialidade porque ela sofre a força de cruzar ou "andar" neste oceano bosônico.
Mas fica o grande enigma científico sobre a nossa existência física: e se não existir o bóson de higgs?
E nem matéria e massa? Ilusão? Um grande sonho?
Tudo é somente energia?...sim, este é o teorema de todo espiritualista!

29 de fev. de 2012

ENSAIO CURTO E IRRITADO SOBRE O NEUTRINO!

A Veja é a revista do burguês tupiniquim e supérfluo, diria Mino Carta!
Pois eu digo: sempre que abro este folhetim aparece em alguma página: "estudo científico prova que o açúcar faz bem pro raio que o parta"ou coisa assim. Seria legal alguém um dia demonstrar como "estudos científicos" falam uma coisa ontem e hoje, e amanhã já é outra coisa.
A Veja é uma revista morna e apática, feita para quem deseja ter seus cinco segundos de glória social, afinal saber um pouco do nada é a regra dos nativos brasileiros. God Bless Carta Capital.
Mas a pedido de meu Pai, interessado em me nutrir de informações para este blog, fui obrigado a entrar em contato com o periódico e ler uma matéria aonde um jornalista explica que neutrino algum superou a velocidade da luz...ocorreu uma "pane elétrica"no complexo do Large Hadron Collider.
Senti até uma satisfação, um desejo irônico, por parte do escrevente, em divulgar o fato...como se ele tivesse a certeza de que realmente ocorreu a pane (na verdade foram encontradas duas falhas e uma delas pode confirmar até que o neutrino viajou bem mais rápido do que a luz; novas medições estão marcadas para maio). Mas afinal fica mantido o status da Relatividade e de seu Criador, pois assim foi dito não é verdade?
Para mim pouco importa se neutrino, fóton ou qualquer das masturbações quânticas superem a luz ou não!!!
É que tem dias que as notícias científicas dão nos nervos!!!
Porra, pensei que algumas coisas já estavam claras por aqui. Pensando exclusivamente na Terceira Dimensão, é óbvio que a velocidade máxima da luz não poderá ser superada. Se isto acontecer, teríamos que avaliar o fator Tempo na questão.
Acredito que se um neutrino ou fóton operar acima da luz, aí ele simplesmente irá desaparecer deste campo de percepção em que vivemos. Entrará em contato com outra dimensão, e estará sob a regência de novas qualidades e mecânica. E sendo assim não poderá ser medido pelos instrumentos científicos.
Cassete, a Ciência fica na eterna punheta, tentando criar anti-matéria em laboratório, tentando entender a energia escura e não se dedica a investigar com maior seriedade, por exemplo o Plano Astral!? Não procura entender a sério o trabalho de Reich e Nikola Tesla!? O Prana!? Fenômenos ditos Paranormais!?
Olha, acredito na espécie de "sexto-sentido"que a Teoria das Cordas anda percorrendo. Ela sim é um pensamento filosófico e prático da Nova Era...
Mas cientista é arrogante pra caralho! Acha que sabe tudo e vende pra todo o mundo a sua verdade. Engula se quiser!!! Eu coloco em questão e me posiciono como aspirante da Sabedoria.
Não sabemos de nada e devemos filosofar sim senhor, se desejarmos nos tornar seres conscientes desta ainda desconhecida criação do Infinito.

27 de jan. de 2012

ESTUDANDO COM OS MESTRES: SERAPHIS BEY


“Um Manual para a Ascensão”
Mestre Ascensionado Seraphis Bey



ENERGIA

”Tu possuis um determinado número de corpos. Estás familiarizado com um deles, o corpo físico, embora já não se passe o mesmo com o corpo emocional, o corpo mental e o corpo espiritual. Todos estes corpos são compostos de energia. Esta energia, porém, não pertence ao espectro electromagnético que integra a luz, as ondas de rádio e os raios X, etc., que se mede por comprimentos de onda e que vocês bem conhecem. Esta energia de que falo encontra-se por detrás dessa outra, por detrás daquilo a que chamas matéria. Trata-se de uma energia que não pode ser detectada pelos instrumentos dos cientistas, porque esses aparelhos também são feitos de matéria... e nenhum artefato pode detectar frequências mais elevadas do que aquelas de que é feito!
Esta energia de frequência mais elevada é a energia da Fonte, a partir da qual derivam as diferentes frequências da energia dessa 3ª dimensão onde estás, uma das quais, por exemplo, conheces como luz. Embora a energia seja um contínuo, podemos pensar nela, no que diz respeito ao nosso tema, como uma quantidade infinita de «unidades», onde cada uma delas dispõe de um tipo particular de consciência.”

O ESPAÇO

”Disse, acima, que quando pretendo criar algo, começo por projetar um campo receptivo, análogo ao espaço, em cujo interior irradio unidades de energia de acordo com a minha intenção. Esta ordem de espaço é, porém, muito mais elevada do que a do espaço físico onde tu estás; desde o ponto de vista terreno, não seria preciso nenhum espaço em absoluto. No entanto, ele é tão detalhadamente real para mim, tal como as dimensões de um quarto o são para ti. Eu projeto, ou imagino, este espaço... tal como outros, como eu, estão projetando o espaço tridimensional no qual tu vives!
Já poderás ter ouvido dizer que o espaço físico nada mais é do que uma forma de pensamento ou a construção de uma idéia. Ora, isto levanta a seguinte pergunta:
- Quem é que tem esse pensamento?
Tranquiliza-te! Há entidades imensas «pensando», muito diligentemente o teu espaço tridimensional, mantendo-o com uma claridade e uma concentração que não podem ser descritas.
Muitos seres humanos participam nisso através dos seus níveis superiores!
O espaço por nós concebido é o mais adequado à energia, tal como uma estrada asfaltada é mais «adequada» aos veículos do que o terreno que está por baixo dela; ou tal como um fio metálico conduz melhor a eletricidade do que o ar que se respira.
O espaço, portanto, é um campo criado para conduzir a energia!
Nas dimensões superiores nós criamos o nosso próprio espaço; porém, na 3ª dimensão onde vocês estão, os vossos níveis mais altos – aqueles que vibram nas dimensões superiores - criam o espaço físico... para que os seus próprios níveis mais baixos possam viver no plano físico!
Este espaço é, simultaneamente, um campo unificador e um campo separador: unificador, porque permite que aquilo que irradiamos para dentro dele possa interagir; separador, porque está organizado para que as radiações não se sobreponham. Imagina o contacto entre dois objetos, por exemplo um livro e o apoio que, na prateleira, o mantém de pé. O livro e o apoio não se interpenetram porque o tipo de energia que projetamos mantém os seus campos separados.”

 O TEMPO

”Desde a minha perspectiva - e também desde a perspectiva dos níveis superiores do teu próprio ser - o tempo, tal como o conheces, muito simplesmente, não existe!”
“O cérebro humano opera de forma sequencial, com um tempo finito, necessário para processar qualquer informação sensorial. Sem desdenhar da sua assombrosa estrutura, o cérebro e o sistema nervoso são lentos.”
“Os níveis não físicos do teu ser não possuem esta limitação. Através do conhecimento direto da energia que compõe os acontecimentos, a esses níveis ou a mim não nos custa nada fazer a conexão com qualquer ponto do passado ou do futuro do teu planeta.”
“A tua espécie, em particular – a um alto nível do ESPÍRITO – tomou a decisão coletiva de criar a sensação da passagem do tempo e, assim, se beneficiar de várias ferramentas de aprendizagem!Uma delas - o karma ou a Lei do Equilíbrio – baseia-se no conceito de que se a pessoa X afeta, de alguma forma, a vida da pessoa Y, então, como efeito disso, deve haver uma reciprocidade. Logo, Y deverá afetar a vida de X da mesma forma, ou forma similar e, assim, criar um equilíbrio energético.
Bom, simplifiquei bastante, pois existem muitas exceções a esta reciprocidade. Seja como for, desde a perspectiva de X e de Y, no plano físico, X tem de atuar primeiro e só depois atuará Y.
Vejamos: de fato, era necessário ter algum marco de referência para que as coisas não ocorressem ao mesmo tempo. Se não fosse assim, X e Y seriam incapazes de saber qual deles era a causa e qual deles era o efeito. Para resolver este problema, vocês conceberam a percepção do tempo linear para funcionar como marco de referência. Bom, de fato, não tiveram que criar nada de novo; limitaram-se a perder a capacidade de experimentar o tempo simultâneo! E a matriz do cérebro, que a espécie escolheu para o corpo do ser humano, respeita perfeitamente essa característica.
É claro que, desde uma perspectiva mais elevada, as ações de X e de Y ocorrem simultaneamente, pelo que o intercâmbio energético de ajuste depende, somente, da coreografia dos níveis não físicos de X e de Y.Alonguei-me na explicação do ponto do tempo simultâneo porque isto explica a razão pela qual a energia disponível para criar é ilimitada: a mesma unidade de energia pode estar facilmente em inumeráveis pontos da linha do tempo físico...”
“Por «percepção em relação ao tempo» quero dizer que tu és capaz de perceber a «duração» de um acontecimento, quero dizer que percebes uma ocorrência, depois outra, depois outra ainda. Mas, se pudesses experimentar todos os acontecimentos de uma só vez, o tempo não seria uma obstrução sensorial ou uma limitação.”

19 de jan. de 2012

HERÁCLITO DE ÉFESO (535-475 AC)

A vida do mestre indiano Rajneesh teve seus altos e baixos. Todo seu percurso na América gerou muita polêmica e contradições, porém estes dias li uma reflexão muito boa deste guru:
"Se o ocidente tivesse seguido o filósofo grego Heráclito, em vez de Platão, a história das idéias teria sido muito diferente e o conceito de Maya seria agora tão central para o pensamento ocidental como é para o oriental."
E para entender o conceito hindu de Maya, devemos saber que o Infinito Consciente, na forma de Brama, é o grande Criador e sonhador. Ele sonha o sonho de nossa existência e realidade. Tratando-se de um sonho do Criador, então tudo deve estar conectado...a tudo chamamos "elementos sonhantes", incluindo nós seres humanos. Na verdade o Todo é uma coisa só em eterna flutuação e todas as construções dos cinco sentidos são apenas interpretações relativas da realidade! Em ensaios anteriores, filosofamos que a realidade pode ser feita de telas instantâneas, filmes que acontecem a cada segundo e vão mudando. Vão fluindo como um rio...
Heráclito é anterior a Sócrates e Platão. E me atrevo a comentá-lo nesta postagem.
Para ele cada construção existente no universo está sempre  num constante estado de fluxo, sempre a seguir um processo de transmutação e novidade.
Dialético e dualista.
Ele percebeu que tudo tem uma contraparte e assim a vida é uma luta incessante entre forças opostas que buscam o repouso...não muito diferente de vários aspectos da física e percepção de Isaac Newton.
Mas Heráclito não era conformista: no repouso estava a condição de uma nova possibilidade de fluência, e assim tudo é um eterno contínuo.
Para isto se processar deve haver algum tipo de ordem, algo que organiza a eterna instabilidade?
Nada disso! Para ele,apenas deveríamos nos posicionar corretamente:Nada Somos,Estamos Sendo!
Sua famosa analogia é válida:nunca penetramos em um mesmo rio duas vezes (bem como o rio também não recebe duas vezes a mesma pessoa). 
Madame Blavatsky: "Do ponto subjetivo, tudo é um eterno Ser. E do ponto objetivo, tudo é um eterno Vir-a-Ser."
Somos a unidade dentro da dualidade. E nesta situação, penso que Heráclito (bem como Parmênides) visualizou a condição dos humanos. Faltou a ele o entendimento que podemos afetar a relação do fluxo contínuo, na verdade comandá-lo!
Heráclito e hindus estão certos ao intuir a conexão entre as coisas. Este pensamento é tão poderoso que, com simplicidade, pode explicar muita coisa...inclusive que o Big Bang nunca existiu! Não há um começo de nada e para nada. Com exceção do mistério do Infinito,da Fonte...de Brama.

26 de dez. de 2011

ENSAIO: "SHAMBALLA"


SHAMBALLA

Chega de reencarnação
Decisão muito séria de todo o comando estelar está em andamento em nosso planeta e trata-se de um verdadeiro impulso rumo aos avanços evolutivos no mundo físico,em especial no sistema solar: o processo chamado de reencarnação deixa de existir em nossas vidas. Oque significa isto?
Esta pode ser sua última experiência no planeta, habitando um corpo atômico! Muito já disse sobre a desgraça que nós humanos projetamos ao mundo astral:medo, auto-piedade, preguiça, fúria.......mas talvez não tenha ficado muito claro a questão do corpo astral, esta parte de nós que se torna plenamente viva e consciente assim que morremos para o corpo físico.
Reptilianos, grays e tantos outros que habitam um corpo atômico, não são comparáveis a nós. Somos fragmentados e duais. Vivemos em dois mundos dentro da experiência terrena. Mas é bom refrescar a memória para o seguinte fato: seu corpo astral está atuando neste exato momento...não é que ele entrará em ação após a morte. No ato da leitura, por exemplo, aonde estamos plenamente conectados com o presente, o corpo astral está calmo e muito mais uniforme. Ele chega a se tornar parecido com o corpo físico e para os videntes(neste momento) nossa configuração energética é um campo luminoso e incandescente bem harmonioso. Mas em geral este corpo é uma massa fotônica caótica e mutante. Após a morte atômica, o ser divino reconhece seu novo corpo e um novo ambiente de vida. Pois bem: é esta cadeia de eventos, de indas e vindas, que está terminando.
Filmes como “Nosso Lar”, de cunho espírita, exemplificam bem uma possibilidade de vida após a morte, uma vida que estamos levando a milhares de anos.
Mas a vida evolui e todo o universo chamado de físico está começando novos arranjos. Deixaremos de possuir um corpo atômico neste molde atual, haverá a tão esperada fusão de físico e astral. Nos tornaremos unos novamente e avançaremos a dimensões superiores!

Mestres ascensionados e shamballa
O grande despertar espiritual de uma boa parcela dos ocidentais está ligado ao Mestre Saint Germain e a todos os outros Mestres que compõem a aliança de seres que evoluíram enquanto humanos. São seres que experimentaram, como ainda fazemos, a cadeia cármica da reencarnação. Mas lembraram com impecabilidade de quem são e agiram de tal maneira em sua última vida, que muitos, após a morte, desapareceram do planeta físico. Não ocorreu a morte do corpo atômico,este foi transmutado(na hora desejada) e devolvido ao mar energético da mãe terra. Ascensionaram! Deixaram de renascer em corpo astral e avançaram para vivências superiores.
Possuem um verdadeiro amor por todos nós. Somos irmãos e eu em particular, tenho verdadeira adoração pelos ensinamentos do EU SOU.
Aqui vai uma crítica: é um erro dizer que os mestres ascensionados estão confinados na terceira dimensão...em plano astral superior! Grandes personalidades, as quais tenho grande respeito, estão equivocadas. Exemplo: Omraam Aivanhov e todos que se comunicam através do site autres dimensions!!!!
Mestres Ascensionados decidiram permanecer na egrégora terrestre para nos ajudar. Nada impede que algum deles esteja em outra galáxia agora em algum tipo de auxílio à outra civilização...são seres que já conquistaram certa independência.
Shamballa é a cidade que todos eles construíram em altíssima e sutil esfera energética do plano astral...através do pensamento(óbvio)!
Shamballa é um verdadeiro entreposto galáctico.
Devemos lembrar que milhões de seres estão agora em campos de percepção totalmente inconcebíveis a nós. Somos invisíveis a eles e vice-versa. Mas estes sabem de nós e de nossa luta. E quando desejam nos entender e conhecer, são obrigados a construir corpos mais densos. Saem da condição de altíssimas energias e velocidades para tecer o fóton. Mas nunca chegam na estrutura atômica, é carga muito pesada e polarizada! Por isso Shamballa recebe seres de diversidade inacreditável.
E uma das maiores responsabilidades destes tantos seres amorosos, é dar a notícia a quem morre por aqui, que chegou o fim de um ciclo! Dependendo da evolução alcançada em vida, o ser pode entender e sentir num segundo tudo oque anda acontecendo por aqui e talvez decidir ficar em shamballa e se unir ao comando estelar.
Mas saibam que a grande maioria deverá ser encaminhada a reencarnações em outros planetas físicos. Estes foram tão perdidos e desconectados em vida,que assim que morrem ficam mais tontos ainda e necessitam de todo o auxílio possível.
Só que desta vez, as regras astrais vividas e conhecidas pelo espiritismo(por exemplo) não valem mais: após a morte devemos tomar conhecimento das ações no planeta através de consciências mais evoluídas e que estão há anos por aqui já em auxílio nesta bela transição chamada de nova era!



22 de dez. de 2011

HERMES TRISMEGISTO E A FÍSICA MODERNA



...se tudo é MENTE,então posso dizer que muitas neste planeta estão se tornando UMA...
venho pensando neste ensaio há algum tempo e descobri que outros já pensaram!agradecimentos e parabenizações ao site:
www.saindodamatrix.com.br
seus organizadores mandaram bem neste ensaio,apenas  alterei um pouquinho o lay-out ...









                                                                                                 
A filosofia hermética diz que "Os lábios da sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento". Durante os milênios os círculos esotéricos têm se pautado neste ensinamento para disseminar suas informações. Ensinamentos eram passados de Mestre para discípulo, disfarçados em inúmeros rituais e simbologias. Neste meio, um certo livro se destaca pelos seus ensinamentos, que formam a base de toda a magia, de todo o universo perceptível e imperceptível aos nossos sentidos: O Caibalion. Escrito por quem se autodenomina Os três iniciados, trata-se de uma compilação dos ensinamentos que (supostamente) vieram do Antigo Egito, por meio de Hermes Trismegisto, que talvez seja o primeiro dos Avatares a aportar neste planeta.
Transcreverei do próprio livro o texto de apresentação de Hermes:
"Entre os Grandes Mestres do antigo Egito, existiu um que eles proclamavam como o Mestre dos Mestres. Este homem, se é que foi verdadeiramente um homem, viveu no Egito na mais remota antiguidade. Ele foi conhecido sob o nome de Hermes Trismegisto. Foi o pai da Ciência Oculta, o fundador da Astrologia, o descobridor da Alquimia. Os detalhes da sua vida se perderam devido ao imenso espaço de tempo, que é de milhares de anos, e apesar de muitos países antigos disputarem entre si a honra de ter sido a sua pátria. A data da sua existência no Egito, na sua última encarnação neste planeta, não é conhecida agora mas foi fixada nos primeiros tempos das mais remotas dinastias do Egito, muito antes do tempo de Moisés. As melhores autoridades consideram-no como contemporâneo de Abraão, e algumas tradições judaicas dizem claramente que Abraão adquiriu uma parte do seu conhecimento místico do próprio Hermes. Depois de ter passado muitos anos da sua partida deste plano de existência (a tradição afirma que viveu trezentos anos) os egípcios deificaram Hermes e fizeram dele um dos seus deuses sob o nome de Thoth. Anos depois os povos da Antiga Grécia também o deificaram com o nome de Hermes, o Deus da Sabedoria. Os egípcios reverenciaram por muitos séculos a sua memória, denominando-o o mensageiro dos Deuses, e ajuntando-lhe como distintivo o seu antigo título Trismegisto, que significa o três vezes grande, o grande entre os grandes.
Nos primeiros tempos existiu uma compilação de certas Doutrinas básicas do Hermetismo, transmitida de mestre a discípulo, a qual era conhecida sob o nome de Caibalion, cuja significação exata se perdeu durante vários séculos. Este ensinamento é, contudo, conhecido por vários homens a quem foi transmitido dos lábios aos ouvidos, desde muitos séculos. Estes preceitos nunca foram escritos ou impressos até chegarem ao nosso conhecimento. Eram simplesmente uma coleção de máximas, preceitos e axiomas, não inteligíveis aos profanos, mas que eram prontamente entendidos pelos estudantes; e além disso, eram depois explicados e ampliados pelos Iniciados hermetistas aos seus Neófitos."

Um Mestre não se mede pelo número de seguidores, ou do que falam dele, mas sim do que ele fala e faz. No caso de Hermes, tudo o que temos é o Caibalion, mas este "livrinho" de 56 páginas é de tal profundidade e grandeza que tremo só de escrever sobre ele. O livro versa sobre os sete princípios herméticos, expostos no Caibalion, enquanto os iniciados fazem comentários sobre eles.
Os Princípios da Verdade são Sete; aquele que os conhece perfeitamente possui a Chave Mágica, com a qual todas as Portas do Templo podem ser abertas completamente.
(O Caibalion)
São eles o Princípio do Mentalismo, da Correspondência, da Vibração, da Polaridade, do Ritmo, da Causa e Efeito e do Gênero. Vejamos o primeiro, transcrito do livro:

I. O Principio do Mentalismo
O TODO é MENTE; o Universo é Mental
(O Caibalion)
Este Princípio explica que tudo é Mental, que O TODO é espírito, é incognoscível e indefinível em si mesmo, mas pode ser considerado como uma mente vivente infinita e universal. Ensina também que todo o mundo fenomenal ou universo é simplesmente uma Criação Mental do TODO, sujeita às Leis das Coisas criadas, e que o universo, como um todo, em suas partes ou unidades, tem sua existência na mente do TODO, em cuja Mente vivemos, movemos e temos a nossa existência. Este Princípio, estabelecendo a Natureza Mental do Universo, explica todos os fenômenos mentais e psíquicos que ocupam grande parte da atenção pública, e que, sem tal explicação, seriam ininteligíveis e desafiariam o exame científico.
Este Princípio explica a verdadeira natureza da Força, da Energia e da Matéria, como e por que todas elas são subordinadas ao Domínio da Mente. Um velho Mestre hermético escreveu, há muito tempo: "Aquele que compreende a verdade da Natureza Mental do Universo está bem avançado no Caminho do Domínio.


Vemos aqui uma correspondência com um dos princípios elementares da física quântica, a Superposição coerente. Mas o que é isso?
Quando um elétron (ou qualquer outra partícula) é observado, ele se apresenta com propriedades físicas bem definidas: localiza-se em um ponto preciso do espaço, em um momento determinado, e seus atributos podem ser medidos (dentro de certos limites estabelecidos pelo princípio da incerteza de Heisenberg). Antes da medição ser feita, porém, essas propriedades e atributos não existem. O que existe é apenas a probabilidade de que o elétron apresente tais e tais características, bem como outras características opostas. Isto é, o elétron tanto pode estar no ponto x quanto no ponto y ou no ponto z, e assim por diante, para cada um de seus atributos (velocidade, momento angular, spin, etc.). Antes de medirmos os elétrons, todos esses atributos encontram-se entrelaçados, e é esse entrelaçamento que produz as ondas de probabilidade. Os físicos denominam isso de função de onda ou superposição coerente porque, nesse estado, todas as probabilidades do elétron se superpõem umas às outras. Durante o ato da medição o entrelaçamento se desfaz e, dentre todos os conjuntos de atributos possíveis ao elétron, apenas um torna-se "real". Esse momento em que a superposição de ondas se desfaz é o chamado colapso da função de onda. Enquanto o elétron não for medido, ele não tem nenhuma característica concreta. É a medição que cria as características do elétron e, assim, num certo sentido, é a minha observação que cria o elétron. Em outras palavras, a realidade que eu percebo é criada pela minha percepção.
Uma partícula, que pensamos ser algo sólido, existe no que chamamos de superposição, espalhando uma onda de possíveis localizações, todas ao mesmo tempo. E quando você olha, ela passa a estar em apenas uma das possíveis posições. Ou seja: As coisas só se tornam constantes quando você olha pra elas. Quando não olhamos é como uma onda, quando olhamos é como uma partícula.
A superposição implica que uma partícula pode estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo.
É um conceito muito bizarro, mas é um dos pilares da física quântica. Essa constatação fez o renomado físico Stephen Hawking se perguntar: A distinção (entre o real e o imaginário) está apenas em nossas mentes?
No artigo A Revolução Quântica e a Física de Alta Energia, de Cláudio Roberto, vemos que, na realidade, a ciência não consegue provar que uma partícula subatômica exista antes de detectá-la, nem saber onde ela surgirá, mas apenas dizer que há uma probabilidade de ela existir e de aparecer em determinado local. Quatro hipóteses tentam explicar esse "problema de medição":
A interpretação de Copenhague diz que essa probabilidade é tudo o que podemos e o que há para saber; é algo absolutamente aleatório saber aonde a partícula aparecerá (teoria defendida por Niels Bohr e Werner Eisenberg); 
A Teoria das Variáveis Ocultas afirma que os eventos quânticos não são puramente aleatórios, mas que as partículas surgem em determinado local devido a razões ocultas que ainda iremos descobrir (defendida por Einstein, David Bohm e outros); 
A Hipótese dos Muitos Mundos afirma que, quando uma partícula aparece em determinado local, todas as outras probabilidades de ocorrências acontecem em outros Universos inteiramente diferentes. Essa hipótese, apesar de fantástica, foi desenvolvida num estilo matemático muito sofisticado (proposta por Everett, Wheeler e Graham); 
A conexão Matéria/Mente afirma ser possível que a própria mente do observador, no ato de medir, influencie a manifestação do evento; seria a mente o fator que interferiria no aparecimento e no local do aparecimento da partícula subatômica ou até a criaria (sustentada por Eugene Paul Wigner, Jack Sarfatti, Walker e Muses).
Einstein, que defendia a segunda teoria, sobre a primeira esbravejou: "Deus não joga dados com o Universo!". A imprevisibilidade quântica era demais para ele aceitar, embora Bohr e outros, usando as próprias teorias de Einstein, explicassem todas as suas objeções. A disputa entre as duas primeiras teorias significava provar se a mecânica quântica era imprevisível ou determinada, e as duas últimas deixavam transparecer que, se a primeira fosse correta, a minha mente teria a capacidade de escolher o meu destino, dentre todas as probabilidades existentes (livre-arbítrio). Até agora a ciência vem comprovando (com sucesso) a primeira teoria.
No filme What the bleep do we know vemos o físico Amit Goswami explicar: "O mundo tem várias formas de realidade em potencial, até você escolher. Mas, como um objeto pode ter dois estados ao mesmo tempo? Em vez de pensarmos nas coisas como possibilidades, temos o hábito de pensar que as coisas que nos cercam já são objetos que existem sem a minha contribuição, sem a minha escolha. Você precisa banir essa forma de pensar, tem que reconhecer que até o mundo material que nos cerca - as cadeiras, as mesas, as salas, os tapetes - não são nada além de possíveis movimentos da consciência, e estou a todo tempo escolhendo momentos nesses movimentos para manifestar minha experiência atual.
É algo radical que precisamos compreender, mas é muito difícil, pois achamos que o mundo já existe independente da minha experiência. Mas não é assim, e a física quântica é bem clara. O próprio Eisenberg, depois da descoberta da física quântica, disse que os átomos não são objetos, são tendências. Em vez de pensar em objetos, você deve pensar em possibilidades.
Tudo é possibilidade subconscientemente.
Mas falar de partículas não ajuda muito a explicar as conseqüências da física quântica, portanto vamos procurar uma representação mais fácil de lidar, que encontrei num artigo da Scientifc American: Pega-se uma carta de baralho com a borda perfeitamente afiada e tenta-se equilibrá-la sobre a borda em cima de uma mesa. De acordo com a física clássica, a carta permanecerá, em princípio, equilibrada para sempre. Já de acordo com a física quântica (função de onda de Schrödinger), a carta cairá em poucos segundos, mesmo que se faça o máximo para equilibrá-la - e cairá simultaneamente para os dois lados, direito e esquerdo. Quando se põe em prática esse experimento com uma carta verdadeira, conclui-se que a física clássica está errada: a carta cai mesmo. Mas o que se vê é que ela cai para a direita ou para a esquerda, aparentemente ao acaso, e nunca para a direita e para a esquerda ao mesmo tempo, como a equação de Schrödinger quer nos fazer acreditar. Essa contradição enganosa é o próprio cerne de um dos mistérios mais originais e duradouros da mecânica quântica.
Mundos múltiplos
Em meados dos anos 50, americano Hugh Everet III, então estudante da Universidade de Princeton, decidiu rever o postulado do colapso em sua tese de doutoramento. Ele levou a idéia quântica até o limite, com a seguinte pergunta: "O que aconteceria se a evolução temporal do universo inteiro fosse sempre unitária?" Neste cenário, a função de onda evolui de forma determinista, não deixando nenhum lugar para o misterioso colapso não-unitário ou para Deus jogar seus dados. Neste caso, a nossa carta de baralho quântica estaria de fato em dois lugares ao mesmo tempo. Mais ainda: a pessoa que estivesse olhando para a carta entraria numa superposição de dois estados mentais diferentes, cada qual percebendo um dos resultados. Se apostasse dinheiro no palpite de que a carta cairia com a face voltada para cima, acabaria numa superposição de sorriso e cara fechada, pois ganharia e perderia a aposta simultaneamente.

Everett intuiu brilhantemente que os observadores desse determinista (mas esquizofrênico) mundo quântico poderiam perceber a velha e boa realidade com a qual estamos familiarizados. Mais importante: eles perceberiam uma aparente casualidade, que obedeceria a regras probabilísticas perfeitamente definidas. O ponto de vista de Everett ficou conhecido como a interpretação dos mundos múltiplos da mecânica quântica, porque cada componente da superposição que constitui um observador reconhece ou percebe o seu próprio mundo. Ao remover o postulado do colapso quântico, esse ponto de vista simplifica a teoria subjacente. Mas o preço que se paga pela simplicidade é a conclusão de que essas percepções paralelas da realidade são igualmente reais.
O trabalho de Everett foi ignorado por quase duas décadas. Muitos físicos confiavam que haveria de surgir uma teoria fundamental que mostrasse que o mundo era, afinal de contas, clássico em certo sentido, sem esquisitices do tipo "um corpo poder ocupar dois lugares ao mesmo tempo". Mas toda uma série de novos experimentos iria pôr fim àquela expectativa. O experimento de "escolha retardada", proposto por Max Tegmark e John Archibald Wheeler, demonstrou mais uma característica quântica da realidade que desafia as descrições clássicas: não apenas um fóton pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, como também o experimentador pode escolher, depois do acontecimento, se o fóton estava em dois lugares ou somente em um. Em resumo, o veredicto da experiência é: a esquisitice do mundo quântico é real, gostemos disso ou não.
Ainda no filme What the bleep..., vemos Jeffrey Satinover falar sobre isso: "Agora você pode ver em inúmeros laboratórios pelos EUA objetos que são suficientemente grandes para serem vistos a olho nu e que estão em dois lugares simultaneamente. Pode-se até tirar uma foto disto! Suponho que se você mostrasse essa foto, as pessoas diriam 'Legal, posso ver essa luz colorida, um pouco ali, um pouco aqui... é a foto de dois pontinhos, o que tem demais? Estou vendo duas coisas.' Não! É uma coisa só em dois lugares ao mesmo tempo. Acho que as pessoas não se impressionariam, pois acho que elas não acreditam. Não que digam que sou um mentiroso, ou que os cientistas estão confusos. Acho que é tão misterioso que não dá para compreender o quão fantástico é. Todos viram Jornada nas Estrelas e o teletransporte, então se perguntam 'Mas e daí, o que isso quer dizer?' Mas temos que parar e pensar no que isso realmente significa. É o mesmo objeto e ele está em dois lugares ao mesmo tempo!"
Voltando ao artigo da Scientific American, vemos que o trabalho de Everett deixou uma pergunta crucial: se o mundo real tem superposições macroscópicas tão bizarras, por que não as percebemos? A resposta veio em 1970, por meio de um artigo de Heinz Dieter Zeh, da Universidade de Heidelberg, Alemanha. Ele mostrou que a equação de Schrödinger dá origem ao efeito de não-coerência. Nossa carta quântica derrubada está sempre recebendo o impacto de enxeridos fótons e moléculas de ar, que podem comprovar se a carta caiu para a direita ou para a esquerda, destruindo dessa forma a superposição e tornando-a inobservável.
Ou seja, o mundo está sempre contribuindo para que permaneçamos na ilusão de que as coisas são "normais", ou seja, que a carta vai cair com apenas um dos lados pra cima, mais ou menos como os agentes da Matrix garantem que os humanos permaneçam na ignorância (como no fim do episódio da casa mal-assombrada em Animatrix). Qualquer semelhança com a teoria de Maya dos budistas não é mera coincidência.
É como se o ambiente desempenhasse o papel de observador, causando o colapso da função de onda (uma simples molécula de ar sendo o suficiente). Para todos os fins práticos, essa minúscula interação muda a superposição para a situação clássica num abrir e fechar de olhos. Mas, como pode um fóton desempenhar a função de "observador"? Não requer uma "consciência", um "julgamento", pra interferir na realidade? Então o fóton TAMBÉM é parte da consciência?! E lá vamos nós de volta ao budismo, onde tudo, tudo MESMO, é vivo e possui consciência.



10 de dez. de 2011

ENSAIO "PASTORAL"


Bacana estar na Terra neste momento. Não tenho dúvidas que todos nós assim escolhemos estar. Uma grande fauna de seres, uma multidão em busca de proteção, alimentação, amor, fé,evolução e tantas outras. Religiosos, espiritualistas, científicos...
Porquê alguns se dizem ateus mas na hora do aperto estão pedindo por um auxílio que não compreendem? Hipocrisia tamanha vc se tornar refém de um problema que desloca sua rotina e por sua cabeça passar pensamentos sobre um milagre divino. Não é verdade? Quem diz que não acredita em Deus na verdade  entende a vida como solitária, não procura refletir sobre nossa própria existência! E Deus nunca será a palavra correta para penetrarmos no mistério que nos vela..
Religiões fazem algum bem?
É importante lembrar que não deve haver mistura entre religião e fé!
Toda construção e organização que o ser humano faz através da fé,torna-se algo problemático.
Toda a história do Egito e na verdade de toda humanidade seria outra, caso não houvessem as religiões. Muçulmanos e católicos impedem que toda a verdade sob as pirâmides venha à tona! Absurdo continuarmos a viver de acordo com a religião e sua agenda.
E não temam Jesus e nenhum líder religioso. Nenhum deles desejou uma organização social e política de seus pensamentos.
Porém a fé move montanhas...ela é o motor do questionamento.
Físicos quânticos dizem que se existe Deus,então ele só pode surgir através de tanta incoerência e dúvidas sobre como podemos ser um ser!
Mas religião é fonte de poder e ganância. Nunca deixo de assistir pequenos trechos na TV de programas evangélicos. Acho o máximo a tentativa de todos eles de protestar o cristianismo e buscar alternativas. Longe de ser  o ideal mas trata-se de uma vontade. Existe um respeito maior  embora os críticos digam se tratar apenas de dinheiro. A exemplo de Reich, que ordenava harmonia corporal através do toque, evangélicos buscam o milagre e a autoridade que cada ser humano é!
Todos somos uma fração do mistério maior...
No Brasil cresce o número de pessoas que se dizem espíritas. Espiritismo trata do mundo astral e exclusivamente. Nunca será maior doque isto!
Lembremos Carlos Castaneda e saibamos que corpo físico e astral estão agora vivendo. Seus desejos e pensamentos só existem porquê existe um corpo para processá-los. Mas corpo astral só ganha desenvoltura após a morte. Espíritas  são corajosos e gentis: se oferecem para retransmitir o prana através das mãos. Porém nunca será correto o tipo de conexão que fazem entre físico e astral. Deixar uma outra entidade divina e astral invadir sua vida para se comunicar é agressivo e arrojado. Significa que vc aceita repartir seu corpo e confundir a sua mente com a de outro ser...totalmente perigoso e nunca algum mestre mais adiantado recomendaria algo assim.
Mas temos sim avanços na consciência mundial. De maneiras diferentes estamos evoluindo e nos preparando para algo sublime e que está se manifestando. 2028 é a verdadeira data fornecida pelo comando estelar. Nada acontecerá através do medo, nenhum evento de grandes proporções nos pegará de surpresa! Estamos acompanhando os problemas financeiros na Europa e uma grande ruptura está em andamento. A juventude evoluiu.
Estamos caminhando de um jeito objetivo,lento e sólido, e por consequência todas as novas e boas energias geradas impedem e transmutam as velhas.
É um começo bacana...