11 de fev. de 2015

LABYRINTHINE DRAWINGS OF INTERCONNECTED ROOMS BY MATHEW BORRETT

(original post: www.thisiscolossal.com)








For this spectacularly detailed series of architecturally influenced drawings, Toronto-based artist Mathew Borrett labored with 005 Pigma Micron pens to create networks of compartmentalized dwellings that appear to be carved into the face of a cliff or dug into the ground with isometric perfection. Titled Room Series, the drawings were created in 2003, and Borrett continues to explore imaginary landscapes that appear gently influenced by science fiction and fantasy. You can see more of his work in his website and he has prints available on Fine Art America. Borrett also has a self-published book spanning the last decade. (via Artist a Day)



23 de jan. de 2015

ENSAIO: PINCELADA MUSICAL

meu primeiro ensaio e postagem para o blog parceiro http://penseforadacaixa.com/  em agosto de 2013



Beethoven e Arnold Schoenberg, cada um em sua respectiva época, passaram por momentos semelhantes: depois de iniciarem suas carreiras respeitando os modelos musicais vigentes, partiram para uma jornada de implosão e explosão. E trazendo novidades inquietantes.
As primeiras obras de Beethoven, podem ser facilmente confundidas com a de algum grande expoente do período clássico, a exemplo de Haydn e Mozart. É verdade que nelas já existiam pequenos detalhes que fariam do compositor um inovador. Mas são suas obras tardias, como a nona sinfonia, as sonatas para piano e principalmente os últimos quartetos para cordas, que avançam e saltam no tempo. Parece que ele ignora todo o nascente período romântico do século XIX e finca bandeira no começo do século XX , tamanha é sua alucinação visionária. É como se ele estivesse dando um “hello” a Schoenberg que ainda nem havia nascido na época de suas últimas obras. Beethoven não é clássico e nem romântico, é atemporal e soube levar a música tonal a seus limites. Com sua morte, ficamos a nos deslumbrar com os românticos Mahler, Brahms, Chopin entre tantos outros deste período.
Mas nasce Schoenberg. E como Beethoven, surge bem engajado em seu momento musical, o romantismo tardio. Momento este que já apresentava muitas “notas estranhas e discordantes”.
Para entender a quebradeira que Schoenberg propôs, recorro a uma visão e comparação: imagine que a escala de Mi Menor seja um reinado. O rei “Mi”costuma a todo segundo sair de seu castelo e visitar seu vasto império “Menor” mas mantém sua segurança sempre retornando ao castelo. Assim funciona o sistema tonal, por mais que o compositor enrole e crie tensões, sentimos que a música irá descansar em seu centro tonal. Já o mundo maduro de Schoenberg é diferente: não há reis, castelos ou impérios...apenas plebeus igualitários eternamente circulando por subúrbios, florestas escuras e tenebrosas. E sem retorno pois não houve uma partida! Nascia então o sistema atonal e dodecafônico.
É bonito, é gostoso de se ouvir? Alguém agüenta ouvir duas vezes Pierrot Lunaire, sua obra mais famosa? Minha resposta para todas é não! Todo o pensamento revolucionário de Schoenberg no começo do século XX é como uma masturbação mental, um porre. Mas está de acordo com as tribulações do mundo moderno e suas desilusões.
Os dois músicos marcaram a música erudita de tal forma que hoje em dia sobrou pouco espaço para inovações. Talvez a maior novidade de nosso tempo tenha sido a alquimia dos eruditos com as imagens encontradas no cinema.




20 de jan. de 2015

ENSAIO INSPIRADO POR: MATRIX RELOADED

Não desejo filosofar sobre o filme e se você não assistiu, não tem problema.  Apenas peguei uma conversa entre a Oráculo e Neo, que ocorre numa praça, e desenvolvi o tema. Em certo momento ela diz algo assim: “existem programas criadores e que sustentam a Vida das árvores e de todas as coisas que estão aqui no planeta (Matrix).
E esta é uma maneira legal de compreender, por analogia, um pouco sobre a Vida.
Seguindo este raciocínio, tanto uma árvore, quanto uma zebra ou uma rocha são o resultado de programas criadores que não estão aqui em nosso mundo visível e atômico. E para estarem, tais programas criam então novos softwares, novos programas que possuem um pouco da essência original do programa criador e que são mais adaptados ao nosso ambiente.
Com isso, os programas criadores lançam no planeta uma enxurrada de softwares muito similares, como por exemplo, todas as zebras que aqui habitam. A todo momento, o programa original é alimentado com dados de cada um da espécie. Quando uma zebra morre, finalmente o programa criador computa as informações obtidas daquela criação específica e no nascimento de outra zebra, o software é atualizado em termos que chamamos de Evolução! Os softwares que estão no reino animal são mais rápidos em resposta do que os que pertencem ao reino vegetal e mineral e por isso podemos observar com maior nitidez os avanços deste reino. Cachorros domesticados (por exemplo) estão em profunda mudança em sua essência e plataforma, pois estão em contato direto com algo diferente: o ser humano.
E somos diferentes porque o programa criador e o programa criado (nosso corpo físico) estão em foco consciente aqui mesmo no mundo atômico. Esotericamente, chamamos isso de: o despertar da consciência. Não há necessidade de enviar dados para lugar invisível algum, podemos acessar a Fonte Criadora imediatamente para tudo o que desejamos criar ou experimentar. É como se somente em nós houvesse a fusão do criador com a criatura.
Mas uma coisa é certa: a despeito de toda essa analogia, poucos de nós, as “criaturas criadas”, lembram-se dessa conexão e poder. Você pode (sem depender de eventos ou circunstâncias) criar seu próprio universo de programas através de seus pensamentos-sentimentos. E alimentá-los com sua essência criadora para que também ganhem Vida em sua experiência diária.
Fale mais com o programa criador, pois você é Ele. Procure o bem-estar, procure a facilidade que você mesmo desejou um dia antes de se fundir com a criatura. Como dito no post anterior, alinhe-se com a Fonte de Energia que você É.



19 de jan. de 2015

PENSAMENTO E IMAGEM


Olá amigos! Estou retornando aos poucos e desejo a todos um ano cheio de milagres e permissões.

"Quando você está sentindo o desconforto por ver outras pessoas numa situação de escassez, ou de necessidade, e decide ajudá-las a partir de seu estado de desconforto, nenhum valor duradouro ocorre, por duas razões importantes: primeiro, você não está em alinhamento com a Energia de sua Fonte e, assim, você não tem nenhum valor real a dar; e, segundo, sua atenção à necessidade delas apenas amplia a necessidade delas.
É claro, é maravilhoso ajudar os outros, mas você tem que fazer isso a partir de sua posição de força e alinhamento, o que significa que você tem que estar em alinhamento com o sucesso delas quando você oferece assistência, e não em alinhamento com o problema delas.
Quando sua consciência a respeito da situação delas lhe faz se sentir desconfortável e você oferece ajuda para que elas se sintam melhores e para você mesmo se sentir melhor, você não está no Vórtice e não está ajudando. Quando você sente uma avidez inspirada para oferecer algo porque você quer participar da felicidade delas, do processo bem sucedido, sua atenção ao sucesso delas se harmoniza com o ponto de vista da Fonte; e os recursos infinitos do Universo estão à sua disposição. E isso ajuda."
Abraham


13 de dez. de 2014

INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA

Esta postagem mostra o desenvolvimento e encerramento das ideias abordadas em outra anterior: MONOGRAFIA E ELETROMAGNETISMO
Resumidamente: a escola de minha filha pediu que cada aluno desenvolvesse uma monografia e, tentando ajudá-la, sugeri o tema de geração de energia elétrica através de imãs, uma forma de energia limpa. Também propomos desenvolver uma máquina para demonstrar que poderíamos gerar movimento perpétuo dos imãs e energia infinita que não dependesse de recursos naturais, tais como água ou ventos...

A parte teórica do trabalho ficou exemplar, muita boa mesmo!
Mas na hora em que fomos para a prática tudo complicou.
Montar a tal máquina foi difícil. Utilizamos um molinete de vara de pescar para gerar movimento mecânico e impulsionar os imãs, imaginando que isto seria suficiente para existir corrente elétrica em uma bobina de fio de cobre improvisada e acender uma lâmpada.

















Doce ilusão! Como é difícil acender uma simples lâmpada. Faltou movimento mais acelerado dos imãs, faltou quantificar os fios de cobre...enfim faltou entender de elétrica harara....
Quase já desistindo, um mecânico de carros falou: pare de sofrer e compre um dínamo, aquela peça que usam no pneu de bicicletas (em movimento) para acender faróis de segurança.
E o milagre aconteceu: a lâmpada acendeu a um simples giro da manivela! O dínamo simplificou tudo, pois dentro dele toda a equação entre imãs e fios de cobre está correta para gerar voltagem.
Como já era previsto, não conseguimos movimento perpétuo dos imãs para manter a lâmpada acesa e assim propor uma fonte energética infinita, sem depender de recursos naturais e custo zero. Mas valeu a experiência e minha filha foi convocada para apresentar o trabalho no teatro da escola (e esta beleza de peça) :





























27 de nov. de 2014

MANDALA BEAUTY & MIMOS




Este não é um blog muito convencional e quando resolvo apresentar meus delírios metafísicos, bom, ai ele vira um verdadeiro pé no saco. Mas alguns destemidos blogueiros resolveram agraciar este espaço com prêmios e mimos, iniciativa que vejo muito por ai, principalmente entre os poetas e escritores. Então em profundo agradecimento apresento:

prêmio Infinity Dreams
gentileza de Isa Lisboa parceira no penseforadacaixa.com e autora em:


selo Versatile Blogger
gentileza de Mary Morais autora em:


Ofereço estes prêmios a 4 blogs que espero que gostem:

blog da luciene lima e parceira no grupo de criadores deliberados

blog da incansável trabalhadora da luz maria stela lecocq muller

blog que transita bem entre ufologia e ciências

portal da solange que é uma verdadeira biblioteca esotérica





13 de nov. de 2014

PENSAMENTOS E IMAGENS


 I
As Quatro Forças que dirigem o Universo e nosso entendimento científico, mais conhecido como Modelo Padrão, sustentam a formação e estabilidade molecular de tudo na Terra e mundos por ai. Porém o que será que sustenta essas Quatro Forças? Tem que existir alguma coisa para tal função,
pois pelo contrário ninguém nunca especularia coisas sem fim, tipo o Infinito! Devemos procurar por uma justificativa que envolva e seja “ a” responsável por nossas reações eletromagnéticas e gravitacionais...

A ciência especula novamente tratar-se do Éter,  mas agora com uma abordagem mais avançada e inteligente através do caminho quântico...lugar aonde os cientistas estão demonstrando maturidade para entender as Dimensões.

Chamo esse Éter de Região Etérica do Plano Físico. E o que este tecido que nos interpenetra é: um lugar de alta ionização! Porém não em nossos moldes radioativos. Altas ionizações podem ser pacíficas mas ainda invisíveis aos olhos de instrumentos e de nossa visão. A atividade desta Região é quem produz Fótons, partículas chamadas de Luz, mas que fazem algo maior e mais profundo por aqui: a liga de átomos com átomos...mas na Região Etérica ocorre uma aceleração das partículas. E esta aceleração é tão poderosa, que Fótons não podem mais trabalhar isoladamente, precisam juntar forças e aglutinarem-se em Prana, que assim, nada mais é do que uma molécula de Fótons, e visível a olho aberto!

Neste tecido ocorre o inimaginável: há uma redução da Gravidade. Tudo é mais expandido, coeso e suavemente radioativo e luminoso.
E como estudante sincero lanço então uma teoria:

No Éter, duas coisas são fato:

. a Gravidade é menor porque o Campo (ou Região) não sofre a ação e compressão da Região Física e somente dos planos superiores em Energia. O fato da Gravidade distorcer a malha Espaço-Tempo, através dos corpos celestes, revela apenas a consequência, o resultado dessa compressão. Tal distorção não é a causa da Gravidade.

. o Eletromagnetismo é muito mais informativo, tanto que nossos pensamentos e sentimentos deste exato momento, marcam como um “selo de luz” o Éter e de uma maneira que o fenômeno “Forma-Pensamento”  ganha corpo... 

Gravidade e Eletromagnetismo nunca irão encontrar um denominador comum como Einstein gostaria. Gravidade tem a ver com redução e contração e Eletromagnetismo com expansão.
A Região Etérica ainda esta para ser descoberta “oficialmente” por nossos cientistas e realmente é gostoso acompanhar os avanços que nós humanos estamos fazendo para uma  bela compreensão da Vida.


Agora, pessoas que morrem não estão na Região Etérica e sim no Plano Astral...  uma Dimensão de fato, aonde muita coisa muda de maneira drástica nestes componentes surpreendentes de construção que chamamos de Partículas. E assim vai!

II


15 de out. de 2014

MALEFICENT


Maleficent Concept Art

Disney has released new concept art pieces for Maleficent, the live-action re-imagining of Walt Disney’s 1959 animated film Sleeping Beauty. Some of the creature and environment concepts were created by artists such as Craig Shoji, Dylan Cole, Michael Kutsche and director Robert Stromberg.

Links:
conceptartworld (original post)














All Images © Disney. Source: Stitch Kingdom




10 de out. de 2014

MANDALA FOREST




Uma mandala vai muito além de um objeto de decoração, ela é um instrumento muito poderoso para o desenvolvimento espiritual, emocional e mental.
O nome mandala significa círculo de energia ou círculo de cura.
Encontramos vários tipos de mandalas no nosso dia a dia, por exemplo, na íris de nossos olhos, nas sementes, quando cortamos uma fruta ao meio, ou até mesmo no prato que comemos.
Em especial, esta mandala em tons de verde e branco, irradia energias extremamente positivas, como cura física, mental, emocional e espiritual. Está ligada diretamente ao raio Verde, do Mestre Hilarion, mestre ascensionado da fraternidade branca, que trabalha nossas enfermidades em todos os níveis, vibrando cura para todo o planeta. O dia da semana ligado a este raio é a quinta-feira, quando suas vibrações estão mais fortes.
Além da cura, o verde é a cor da natureza, da esperança, da verdade, da justiça, perseverança, fertilidade, estabilidade; tem a energia das realizações, o verde é o grande purificador do planeta. Qualquer pessoa pode trabalhar com as mandalas, confeccionando, colorindo ou mesmo meditando. A mandala colocará de forma sutil, no lugar certo aquilo que se encontra fora. Jung diz “A mandala possui uma eficácia dupla: conservar a ordem psíquica se ela já existe; restabelecê-la, se desapareceu”.
Como mentalizar? Olhe atentamente a mandala verde, fixe os olhos no centro dela, deixe as figuras geométricas vibrarem, emitindo essa energia de cura, de purificação.
Se possível faça às quintas-feiras, ou às 18hs , horário de cura.
Entrando em contato com essas vibrações especiais, você amplia seu nível de consciência  ao encontro de um caminho espiritual.


Por: Shirley Aiko Fonseca – Terapeuta holística do Ave Lux

Terapeuta holística, desenvolve estudos personalizados em Radiestesia e Radiônica, com atendimentos individuais e empresariais. Produz trabalhos complementares com técnicas de Cromoterapia e Aromaterapia, sempre voltados à harmonização do indivíduo ou grupo, nos planos mental, emocional e nos ambientes familiares. Desenvolve também estudos em Reengenharia Mental.






30 de set. de 2014

DIGITAL ARTISTS: ROLANDO BURBON

PENAPIA


GODDESS OF THE BLACK MOON V1NC


CHARIOT OF THE GODS


THERA THE ETHEREAL QUEEN



biography and image gallery: http://fineartamerica.com/profiles/rolando-burbon.html
(the artist has allowed this post)


11 de set. de 2014

CINEMA: A HOSPEDEIRA



Acabei descobrindo este filme na TV a cabo. Se por um acaso você pegá-lo no meio, dê cinco minutos para entender o clima.
Ótimo o papel do ator William Hurt. Ele merece o filme; vejo maturidade em sua carreira.
Mas a ideia de alienígenas que são implantados no corpo humano, tornando-se uma “alma entrante”, é feliz. E as consequências disso são abordadas: podem existir conflitos entre o entrante e a “alma” original.
Duas delas em um mesmo corpo, relacionam-se com um planeta dominado por estas entidades que só podem se manifestar através de nós. São criaturas lindas, luminosas e expansivas. Creio que são seres de mente coletiva, pois os membros possuem comportamentos similares quando “encarnados”.
 Os poucos humanos que se salvaram estão diluídos e em pequenos redutos.
O filme procura equilibrar fatores espiritualistas com uma espécie de invasão e dominação do planeta. E o final é pacífico, como é a essência do filme...



28 de ago. de 2014

ALCHEMICAL ROSE


Já havia postado essa imagem.
Porém resolvi fazer algumas modificações, para colocá-la em uma de minhas galerias internacionais.
Mudei o título que agora está mais apropriado e inclui pontos luminosos, com a intenção de demonstrar que a rosa é criada primeiro nas regiões etéricas e posteriormente é manifestada em nossa região física.




18 de ago. de 2014

VIBRANDO COM O UNIVERSO


A ciência nos diz que elétrons e prótons possuem uma carga, uma vibração que se expande para além do átomo e avança para o infinito. Como nosso corpo é composto por uma infinidade de átomos em um eterno relacionamento, podemos dizer que somos feitos de uma complexa teia vibratória, muitas vezes caótica e desarmônica.

O segredo é unificar estas vibrações em pacotes coerentes. É nosso dever lançar a harmonia que desejamos experimentar para que assim possa haver uma espécie de “ressonância simpática” do Universo em nossas vidas.

Coloque em seu Agora novos padrões de pensamento e sentimento. Sinta-se bem em seus relacionamentos familiares e amorosos; aceite a saúde e a juventude; viva na certeza da abundância...emita ao Universo oque realmente deseja e deixe-o agir!




12 de ago. de 2014

O BURACO NEGRO NO COMEÇO DO TEMPO E ESPAÇO

e muito apropriada para os estudantes da espiritualidade científica


O que nós consideramos ter sido o ‘big bang’, físicos do Perimeter Institute conjecturam que poderia ter sido uma ‘miragem’ tridimensional de uma estrela entrando em colapso, num universo profundamente diferente do nosso. A compreensão convencional diz que o ‘big bang‘ começou com uma singularidade – um fenômeno de espaço/tempo inimaginavelmente quente e denso, onde os padrões das leis de físicas são quebrados. Singularidades são bizarras e a nossa compreensão delas é limitada.
O nosso Universo pode ter emergido de um buraco negro, num universo dimensional mais alto, propôs o trio de pesquisadores do Perimeter Institute, na história de capa da última edição do Scientific American. “O grande desafio da cosmologia é o de compreender o próprio ‘big bang’, escreveu Niayesh Afshordi, membro do corpo docente.
O ‘big bang‘ apresenta uma grande questão: se ele foi realmente um cataclismo que colocou o Universo em existência há 13.7 bilhões de anos, então o que o causou?
Os três pesquisadores do Instituto têm uma nova ideia sobre o que poderia ter vindo antes do ‘big bang‘. É um pouco perplexo, mas é baseado em matemática sólida, ‘testável’ e sedutora o suficiente para ser a história da capa do Scientific American, chamada de “The Black Hole at the Beginning of Time“, ou “O Buraco Negro no Começo do Tempo“.
“Todos os físicos sabem que dragões saíram voando para fora da singularidade“, disse Afshordi numa entrevista para a Nature.
O problema, como vêem os autores, é que a hipótese do ‘big bang‘ mostra o nosso relativamente compreensível, uniforme e previsível Universo saindo da insanidade destruidora da física, que é uma singularidade. Parece improvável. Assim, talvez algo mais ocorreu. Talvez o nosso Universo nunca foi singular, para começar.
A sugestão deles: nosso Universo conhecido poderia ser um “embrulho” tridimensional ao redor de horizonte de eventos de um buraco negro de quatro dimensões. Neste cenário, o nosso Universo surgiu de uma explosão quando uma estrela num universo quadridimensional entrou em colapso e se tornou um buraco negro.


Em nosso Universo tridimensional, buracos negros possuem horizonte de eventos bidimensionais – isto é, eles são cercados de uma fronteira bidimensional que marca o ‘ponto sem retorno’. No caso de um universo quadridimensional, um buraco negro teria um horizonte de eventos tridimensional.
No cenário proposto por eles, o nosso Universo nunca esteve dentro de uma singularidade; ao invés disso, ele veio a existir fora de um horizonte de eventos, protegido da singularidade. Ele originou como – e assim permanece – somente uma característica nos destroços implodidos de uma estrela quadridimensional.
Os pesquisadores enfatizam que esta ideia, embora pareça ‘absurda’, é baseada firmemente na melhor matemática moderna descrevendo tempo e espaço. Especificamente, eles usaram as ferramentas de holografia para “tornar o ‘big bang’ numa miragem cósmica“. Ao longo do caminho, seu modelo parece endereçar os quebra-cabeças cosmológicos conosco há muito tempo e, crucialmente, produzem previsões possíveis de serem testadas.
É claro, nossa intuição tende a nos fazer evitar a ideia de que tudo e todos que conhecemos emergiu de um horizonte de eventos, de um único buraco negro com quatro dimensões. Não temos nenhum conceito do que um universo quadridimensional possa se parecer. Não sabemos nem como um universo quadridimensional ‘genitor’ veio a existir.
Mas em nossas falíveis instituições humanas, os pesquisadores argumentam, evoluídos dentro de um mundo tridimensional que pode somente revelar sombras de uma realidade.
Eles traçam um paralelo sobre a ‘alegoria da caverna de Platão‘, na qual prisioneiros passam suas vidas vendo somente as sombras ‘piscantes’ projetadas pelo fogo na parede da caverna.
“Suas correntes os têm bloqueado de perceber o mundo verdadeiro, um reino com uma dimensão adicional“, eles escrevem. “Os prisioneiros de Platão não entenderam as forças por detrás do Sol, bem como não compreendemos a universo quadridimensional. Mas pelo menos, eles sabiam onde procurar por respostas“.

AUGUST 10/ 2014