10 de abr de 2018
28 de fev de 2018
RÁPIDA SOBRE O MERCADO FINANCEIRO
O mercado financeiro é o "game" mais complexo e sofisticado
que o ser humano inventou. Sim, trata-se de um jogo da mesma maneira que as
guerras também são. Em guerras existe essa disposição para enfrentamentos,
conquista de posições geográficas, sociais e econômicas e mais dolorosamente, a
morte de um semelhante. Nada muito diferente do outro, e penso que afinal pouca evolução ocorreu aos
Hominídeos planetários...
Poderia existir algo mais insano do que comprar ou vender
algo que ninguém realmente tem, ou derivar mais profundamente e criar opções aonde você
pode obter mecanismos de proteção em caso de prejuízo sobre esse algo que você
não tem?! Esse não é um ensaio que busca explicar o mercado, mas sim entender
sua importância. Estamos diante do ápice de um sistema dito capitalista e
democrata e acredito que somente a quebra generalizada do mercado financeiro pode abrir
caminhos para uma nova era. Alguns sinais já foram dados como oque ocorreu em
2008 na crise imobiliária nos Estados Unidos. Mas o socorro promovido pelo governo
às instituições financeiras foi vergonhoso mesmo a despeito de certa relutância
por parte dos congressistas. Porém venceu o dinheiro. E os mesmos bancos que
promoveram o endividamento do povo e da Nação não quebraram e foram os
principais financiadores da campanha de Barack Obama e agora de Trump.
Não há possibilidade de mudanças no curto prazo. Por causa
das atividades que esse mercado produz
diariamente, menos se investe na
produção que poderia gerar mais empregos. E os poucos empregados pelo mundo
sofrem do medo instalado pela concorrência barata e escravocrata de muitos países, fato que tranquiliza a elite, afinal quem vai reclamar por melhores salários nesse ambiente? Não que mais empregados ateste a excelência do sistema, mas porque uma
empresa deveria criar novos produtos, investir em vários fatores como mão de obra qualificada, maquinário
e logística se pode todo dia especular e ganhar sem ter problemas com
sindicatos, reclamações trabalhistas ou poucas vendas?
Confesso que participo diariamente desse game e uso como mea culpa o fato de me sentir um vingador:
não é possível que só grandes bancos e instituições ganhem e por mais ínfima
que seja, pessoas comuns devem absorver uma parcela desse lucro. É uma profissão
odiosa mas o fato é que gosto...estranho! Enfim, ainda um planeta sem soluções para tanta
pobreza e tristeza.
6 de nov de 2017
24 de out de 2017
26 de jun de 2017
NINA HAGEN
Eu estava lá na primeira edição do Rock In Rio (1985), e bem no dia em que essa alienígena subiu no palco com uma puta banda cheia de swing e bem humorada! Melhor show da noite.
Desde lá e até semana passada só conhecia o álbum que a tornou famosa mundialmente cantando em inglês e que contém clássicos como New York New York e What It Is. Mas sua discografia e carreira é muito mais potente, irreverente e antiga. Ando encantado com sua originalidade, não deve nada ao maluco Frank Zappa que inclusive apadrinhou a cantora e a fez conhecida na América.
Sem dúvidas, é uma diva do pop. Sua voz não tem medo de se expressar, conhece as artimanhas do canto erudito e de todas as vertentes do rock. E cantando em sua língua, o alemão, ai tudo fica mais dramático, intenso e curioso.
Presto uma rápida homenagem montando esse poster que contém imagens de sua performance em um de seus sons mais loucos: Naturtrane
9 de abr de 2017
25 de mar de 2017
ELOMAR: O VERDADEIRO TROVADOR BRASILEIRO
Prosa crítica de: VINÍCIUS DE
MORAES
"A mim me parece um disparate que exista mar em seu
nome, porque um nada tem a ver com o outro. No dia em que "o sertão virar
mar", como na cantiga, minha impressão é que Elomar vai juntar seus bodes,
de que tem uma grande criação em sua fazenda "Duas Passagens", entre
as serras da Sussuarana e da Prata, em plena caatinga baiana, e os irá tangendo
até encontrar novas terras áridas, onde sobrevivam apenas os bichos e as
plantas que, como ele, não precisam de umidade para viver; e ali fincar novos
marcos e ficar em paz entre suas amigas as cascavéis e as tarântulas, compondo
ao violão suas lindas baladas e mirando sua plantação particular de estrelas
que, no ar enxuto e rigoroso, vão se desdobrando à medida que o olhar se
acomoda ao céu, até penetrar novas fazendas celestes além, sempre além, no
infinito latifúndio. Pois assim é Elomar Figueira de Melo: um príncipe da
caatinga, que o mantém desidratado como um couro bem curtido, em seus 34 anos
de vida e muitos séculos de cultura musical, nisso que suas composições são uma
sábia mistura do romanceiro medieval, tal como era praticado pelos
reis-cavalheiros e menestréis errantes e que culminou na época de Elizabeth, da
Inglaterra; e do cancioneiro do Nordeste, com suas toadas em terças plangentes
e suas canções de cordel, que trazem logo à mente os brancos e planos caminhos
desolados do sertão, no fim extremo dos quais reponta de repente um cego
cantador com os olhos comidos de glaucoma e guiado por um menino - anjo a
cantar façanhas de antigos cangaceiros ou "causos" escabrosos de
paixões espúrias sob o sol assassino do agreste.
Elomar nasceu em Vitória da Conquista, cidade que também deu
vez a Glauber Rocha e Zu Campos, e depois de formar-se em arquitetura pela
Universidade Federal da Bahia, ocupa atualmente o cargo de Diretor de Urbanismo
em sua cidade. Mas do que gosta realmente é de sua caatingueira, uma das mais
ásperas do sertão brasileiro, onde cria bodes e carneiros. Já me foi contado
que um de seus reprodutores, o famoso bode "Francisco Orellana",
quando a umidade do ar apresenta seus índices mais baixos - que usualmente é 10
graus - senta-se em posição estratégica sobre as patas traseiras e não se peja
de urinar na própria boca, de modo a aproveitar, num instintivo e engenhoso
recurso ecológico, a própria água do corpo para dessedentar-se.
E tem a onça. Vez por outra, a madrugada restitui a carcaça
sangrenta de um bode ou um carneiro, e todas as preocupações cessam, a não ser
chumbar a bicha. E a conversa entre os fazendeiros fica sendo apenas essa: onça,
suas manias, suas manhas, seus pontos fracos.
Todo mundo se oncifica. Elomar sai à noite para tocaiá-la, e
quando a avista só atira nela de frente. - Um bicho que vem de tão longe para
matar meus bodes, esse eu respeito! - diz ele em seu sotaque matuto (apesar da
boa cultura geral que tem) e que faz questão de não perder por nada, enojado
que está da nossa suposta civilização.
Quando lhe manifestei desejo de passar uns dias em sua
companhia e de sua família (Elomar é casado e tem um par de filhos, sendo que a
menina tem o lindo nome de Rosa Duprado) para descobrir, em sua companhia e ao
som do excelente violão que toca, essas estrelas reconditas que já não se
consegue mais ver nos nossos céus poluídos, Elomar me disse: - Pode vir quando
quiser. Deixe só eu ajeitar a casa, que não está boa, e afastar um pouco dali
minhas cascavéis e minhas tarântulas...
É... Quem sabe não vai ser lá, no barato das galáxias e da
música de Elomar, que eu vou acabar amarrando um bode definitivo e ficar
curtindo uma de pastor de estrelas..."
Abril de 1973
5 de out de 2016
2 de mar de 2016
13 de jan de 2016
17 de nov de 2015
6 de out de 2015
Imagem selecionada para o XXIII Salão de Artes Plásticas de Mococa
Pela primeira vez resolvi investir em um dossiê mais elaborado e criei (finalmente) um
texto em defesa de meu trabalho. Funcionou, mas ainda carece de maturação:
texto em defesa de meu trabalho. Funcionou, mas ainda carece de maturação:
"Rastros,
vestígios
Luzes
ocultas
Mundo
invisível em busca
de
revelação
Energia
e matéria
num eterno reciclar
Meu trabalho é fruto de muita pesquisa no campo da
espiritualidade.
Utilizo uma vasta paleta de texturas, formas e cores para
criar imagens etéricas, ricas em novas luminosidades. Procuro um ponto de
contato com as realidades paralelas e criadoras de toda a nossa realidade. Há
uma Energia cintilante envolvendo todo esse universo tridimensional. Energia
que pode ser dirigida e manipulada, e que nos traz o verdadeiro sentido da Luz,
do Tempo e do Espaço...
As Séries que apresento, congelam o movimento dessa Luz e estabelecem
uma ligação entre intensidades e frequências, entre o abstrato e inimaginável."28 de ago de 2015
EXPOSIÇÃO GALERIA BRIC A BRAC
Vernissage foi agora dia 26.08.2015 e envio algumas fotos do evento. Mais uma exposição em meu currículo. Apresentei duas obras em parceria com um amigo designer e que trabalha com impressão em acrílico. Ótima experiência!
30 de jul de 2015
18 de jun de 2015
CURIOSIDADES SOBRE O "PÉ GRANDE"
Trecho do livro: O Caminho para a Saúde de Seth / Jane Roberts
Gentilmente cedido pela Lu Lima, organizadora de um grupo de estudo, que faço parte, chamado Jardim Secreto.
Mais livros ou informações: http://espacocriando.blogspot.com.br/
" Há realmente dois tipos diferentes de mamíferos eretos, muito parecidos com sua espécie, mas muito maior, e com sentidos infinitamente mais apurados. Eles são realmente criaturas incrivelmente rápidas e apenas através do olfato eles ficam cientes da presença do homem quando qualquer membro de sua espécie está nos arredores imediatos - ficando, digamos, pelo menos a várias milhas de distância. A matéria vegetal é a dieta principal deles, embora muitas vezes implementada por insetos, que são considerados como uma iguaria. Eles, em relação a isso, desenvolveram armadilhas muito engenhosas para insetos, de maneira que centenas, ou mais, podem ser capturados, pois muitos são necessários já que insetos são tão pequenos. Estas armadilhas são muitas vezes construídas em árvores, nas cascas, de tal forma que a goma da própria árvore é usada para capturar os insetos. As armadilhas parecem ser parte da própria árvore, de modo a protegê-los.
Estas criaturas realmente têm memória, mas as lembranças deles operam muito rapidamente - um tipo de dedução quase instantânea, que vem como um sentido de informação interpretada. Ou seja, é recebida e interpretada quase de uma vez, ou simultaneamente.
A procriação não ocorre até que os indivíduos estejam bem além da idade que vocês considerariam normal para reprodução. No entanto, o procedimento é o mesmo. Com alguma variação territorial, tais criaturas residem em muitas áreas mundiais em seu planeta, embora a população geral deles seja muito pequena - no todo, algo em torno de, talvez, vários milhares.
Eles raramente se reúnem em grandes grupos, mas têm uma família e uma organização como que tribal, com no máximo doze adultos em qualquer área determinada. Quando filhos são adicionados, os grupos se quebram novamente, pois eles sabem bem que em grandes números eles seriam muito fáceis de serem descobertos.
Todos eles usam ferramentas de um tipo ou outro, e vivem de fato em concordância com os animais. Não há competição entre eles e os animais, por exemplo, e basicamente não são agressivos, embora possam ser extremamente perigosos se forem encurralados, ou se seus mais jovens forem atacados. Eles crescem bastante lentamente no inverno, em climas muito frios, e a temperatura deles cai, como é característico de animais que hibernam, exceto que a temperatura deles é mais sensível às variações diárias, então em alguns dias de inverno eles podem procurar muio bem por comida, embora, por outro lado, possam hibernar até mesmo por semanas a fio.
Eles tem uma profunda compreensão da natureza e dos fenômenos naturais. A linguagem não é desenvolvida a qualquer grau, pois o equipamento sensório deles é tão puro e rápido que quase torna-se uma linguagem própria, e não precisa de qualquer elaboração.
Estes sentidos possuem as próprias variações, de maneira que sem nenhuma palavra como "agora" ou "daí", as criaturas são capazes de saber bastante acuradamente quantas criaturas vivas estão nas vizinhanças, quanto tempo estivera ali - e a experiência deles com o tempo é uma que segue as estações de tal modo que eles formaram uma imagem sem palavras, uma figura fielmente acurada do mundo, incluindo uma direção navegacional. "
Gentilmente cedido pela Lu Lima, organizadora de um grupo de estudo, que faço parte, chamado Jardim Secreto.
Mais livros ou informações: http://espacocriando.blogspot.com.br/
Pé Grande e o Abominável
Homem das Neves
Estas criaturas realmente têm memória, mas as lembranças deles operam muito rapidamente - um tipo de dedução quase instantânea, que vem como um sentido de informação interpretada. Ou seja, é recebida e interpretada quase de uma vez, ou simultaneamente.
A procriação não ocorre até que os indivíduos estejam bem além da idade que vocês considerariam normal para reprodução. No entanto, o procedimento é o mesmo. Com alguma variação territorial, tais criaturas residem em muitas áreas mundiais em seu planeta, embora a população geral deles seja muito pequena - no todo, algo em torno de, talvez, vários milhares.
Eles raramente se reúnem em grandes grupos, mas têm uma família e uma organização como que tribal, com no máximo doze adultos em qualquer área determinada. Quando filhos são adicionados, os grupos se quebram novamente, pois eles sabem bem que em grandes números eles seriam muito fáceis de serem descobertos.
Todos eles usam ferramentas de um tipo ou outro, e vivem de fato em concordância com os animais. Não há competição entre eles e os animais, por exemplo, e basicamente não são agressivos, embora possam ser extremamente perigosos se forem encurralados, ou se seus mais jovens forem atacados. Eles crescem bastante lentamente no inverno, em climas muito frios, e a temperatura deles cai, como é característico de animais que hibernam, exceto que a temperatura deles é mais sensível às variações diárias, então em alguns dias de inverno eles podem procurar muio bem por comida, embora, por outro lado, possam hibernar até mesmo por semanas a fio.
Eles tem uma profunda compreensão da natureza e dos fenômenos naturais. A linguagem não é desenvolvida a qualquer grau, pois o equipamento sensório deles é tão puro e rápido que quase torna-se uma linguagem própria, e não precisa de qualquer elaboração.
Estes sentidos possuem as próprias variações, de maneira que sem nenhuma palavra como "agora" ou "daí", as criaturas são capazes de saber bastante acuradamente quantas criaturas vivas estão nas vizinhanças, quanto tempo estivera ali - e a experiência deles com o tempo é uma que segue as estações de tal modo que eles formaram uma imagem sem palavras, uma figura fielmente acurada do mundo, incluindo uma direção navegacional. "
13 de mai de 2015
ILLUSTRATION
ILLUSTRATOR THOMAS LAMADIEU CONTINUES TO IMAGINE THE STRANGE INHABITANTS LIVING IN THE SKY BETWEEN BUILDINGS
by Christopher Jobson / original post: www.thisiscolossal.com
French illustrator Thomas Lamadieu (previously) continues to travel the world to photograph vertical views of the spaces between buildings which he uses as a canvas for his comical illustrations. The gaps between roofs and gutters form the inspiration for different characters who inhabit the irregular patches of sky. To find the unusual vantage points Lamadieu visited Spain, South Korea, Germany, France, Canada and the United States in this last year. You can find more examples on his website
5 de mai de 2015
SKETCHES
Olá amigos, retornando aos poucos!
Estou em processo de criação e edição de meus trabalhos para começar inscrições em Salões de Arte pelo Brasil. Se tiverem um tempo, peço que entrem no site e vejam as novidades (Ricardo Alves).
Estou construindo um estilo, estou respirando arte e tô muito feliz! Abraços blogueiros, estarei visitando a todos.
9 de abr de 2015
CASA DA XICLET - EXPOSIÇÃO
Participo com 2 trabalhos em um anexo para jovens artistas dentro da exposição MAR na inusitada galeria Casa da Xiclet, que é dirigida pela adorável Adriana Xiclet.
A Casa da Xiclet existe há 14 anos. Antes era uma casa bem pequena de
apenas um quarto
e uma salinha, onde as pessoas visitavam a exposição
montada na sala
e no quarto dela. Sempre teve um caráter de arte
contemporânea
bem experimental e de jovens artistas. Depois mudou-se
para a casa
atual, onde está há uns 10 anos. Ela faz exposições
regularmente e
tem o apoio de muita gente e do jornalista e
colecionador Celso Fioravante. A renda da Casa vem da venda de obras
de arte,
programas e contribuições de artistas em algumas exposições.
A Xiclet agora
tem uma sensacional residência artística na sala
principal da
casa. Reproduzindo o próprio percurso da galerista, os
hóspedes dormem
em volta de obras e nas exposições o quarto fica
arrumado para as
visitas. Lá o amor pela arte está muito acima dos
padrões
convencionais. Sua programação frequentemente ironiza temas da
arte
contemporânea e suas instituições, como as Bienais e Museus. Na
exposição atual
MAR - Mostra de Arte Ruim, ela se refere ao novo Museu
de Arte do Rio
(MAR) que tem repercutido um novo acervo de artistas
emergente e
coletivos de arte.
artista e consultor de arte
fotos da exposição de Júlia e Dena
imagem da extrema direita: Eu e Ricardo Ramalho e ao fundo meus trabalhos expostos
imagem da extrema direita: Eu e Ricardo Ramalho e ao fundo meus trabalhos expostos
30 de mar de 2015
CRAZY DIGITAL ART
Alguns dias atrás eu realizei uma competição (dentro do site Fine Art America) chamada: Crazy Digital Art. Vários artistas inscreveram-se e apresento os vencedores.
A few days ago I conducted a contest (within the site Fine Art America) called: Crazy Digital Art.
Various artists have signed up and I present the winners.
A few days ago I conducted a contest (within the site Fine Art America) called: Crazy Digital Art.
Various artists have signed up and I present the winners.
I. Julia Hamilton
Buba and Kiki
I Was Here
Dragon Fly
One Good Eye
Visit the artist: www.artbyjuliahamilton.com
II. Michael Durst
Entering A New Dimension
Bright Future
Metamorphosis
Eastern Harmony
Visit the artist: http://fineartamerica.com/profiles/michael-durst.html
17 de mar de 2015
OVER THE SEA
post original em 10.09.2013 no blog: http://penseforadacaixa.com/
e com parceria poética de: Dulce Morais
Over the lonely sea,
wings spread,
feeling at the distance.
Electrifying phenomena
under the cloudy sky;
a flight to sense.
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