10 de jan de 2012

SHERLOCK HOLMES


Robert Downey Jr.ressurgindo com toda sua competência e elegância.Jude Law(como Watson)em papel finalmente correto para seu estilo e uma direção irônica e desconcertante de Guy Ritchie. That´s All!!!
"CENAS DE FILMES" não tem a intenção de fazer resenhas críticas e muito menos falar de atores. Este espaço é para observar detalhes que possam contribuir para a filosofia deste blog.
Mas Arthur Conan Doyle gostaria de ter ido ao cinema e assistir a esta versão de seu clássico. Neste filme acontece a eterna batalha entre ciência e ocultismo...e a ciência dá um surra em todo o arquétipo chamado de "sociedades secretas".
E se observarmos o filme sob esta óptica, é como se um novo surgisse e não fosse mais uma aventura de investigação localizada em uma Inglaterra remota.
O personagem Holmes chega a fazer zombarias e cometer atos de extrema arrogância a todos os ditos mestres da tal "Ordem Secreta" que comparece no filme.
Tal Ordem é composta por gente importante da sociedade e política inglesa. Sentem-se protetores da humanidade e donos dos maiores avanços "para um bem maior ao longo dos séculos". E advertem Holmes que um pupilo chamado Lord Blackwood se desgarrou e pretende conquistar o mundo. O desgarrado dá demonstrações fantásticas de seu poder e aterroriza o povo londrino...
Maçonaria, Rosacruzes, Illuminatis, Judeus Cabalísticos e tantos outros são colocados em xeque, afinal Holmes dá sentido e coerência a todos fenômenos de Blackwood através da ciência,em especial a química!
Conan Doyle flertou com a Maçonaria e o nascente Espiritismo e talvez por isso o diretor Guy Ritchie tenha conduzido o filme por este caminho.
É um pouco injusto assistir aos espiritualistas ligados a ordens iniciáticas serem tão sacaneados...mas é divertido!!!
Sempre que lembro deste filme,surge esta cena:
Holmes faz uma experiência interessante: som tonais e concordantes levam as moscas ao caos! Porém sons atonais fazem com que elas girem em harmonia dentro de um recipiente, em círculos concêntricos.
Holmes é dedicado à ciência e a experiência.
E ai lembro também de um belo princípio maçônico e digno de reflexões: